Agosto bate recorde e é o mês mais quente já registrado no planeta, com 16,96°C; veja como oceanos em nível recorde e o avanço do El Niño podem elevar ainda mais as temperaturas

Temperatura média global superou em 0,01°C o recorde anterior, registrado em julho de 2023, enquanto o aquecimento dos oceanos aumenta a preocupação para os próximos meses

, em Uberlândia

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Agosto de 2026 foi o mês mais quente já registrado no planeta desde o início das medições do Serviço Copernicus de Mudança Climática, da União Europeia. A temperatura média global chegou a 16,96°C, superando em 0,01°C o recorde anterior, registrado em julho de 2023.

O dado foi divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Copernicus, que também apontou temperaturas recordes em diferentes regiões dos oceanos. O cenário aumenta a preocupação dos cientistas com a possibilidade de novos extremos de calor nos próximos meses.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as temperaturas globais devem continuar avançando para níveis sem precedentes enquanto a humanidade não reduzir o uso de combustíveis fósseis.

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Calor em agosto
Créditos: Reprodução/Freepik

Temperatura pode continuar subindo

As análises do Copernicus começaram em 1940. Para períodos anteriores, os cientistas utilizam outras evidências capazes de registrar características do clima, como núcleos de gelo, anéis de árvores e esqueletos de corais.

De acordo com Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, as temperaturas observadas atualmente provavelmente não foram registradas pelos seres humanos nos últimos 100 mil anos.

O recorde de agosto também ocorre em um contexto de aquecimento dos oceanos. Áreas do Atlântico, Mediterrâneo e Pacífico tropical registraram temperaturas excepcionalmente elevadas.

El Niño aumenta preocupação

No Pacífico tropical, o El Niño mais intenso da era moderna está ganhando força rapidamente. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico e pode alterar os padrões climáticos em diferentes regiões do planeta.

Entre os possíveis impactos estão inundações no Peru, secas na África e incêndios florestais na Austrália.

O El Niño corresponde à fase mais quente de um ciclo climático natural e costuma provocar uma elevação temporária das temperaturas globais. O fenômeno, porém, ocorre atualmente em meio a um planeta que já está mais quente devido às mudanças climáticas provocadas principalmente pela emissão de gases de efeito estufa.

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Novos recordes podem ser registrados

A expectativa dos cientistas é de que novos recordes de temperatura sejam registrados nos próximos meses, à medida que o chamado “super El Niño” se aproxime de sua intensidade máxima, prevista para dezembro.

Com o avanço do fenômeno, 2027 poderá se tornar o ano mais quente já observado, e existe também a possibilidade de que o recorde seja alcançado ainda em 2026.

O cenário reforça o alerta para os efeitos do aquecimento global e para a necessidade de redução das emissões de combustíveis fósseis.

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