Outono quente: calor acima da média eleva riscos de saúde
2025 entra para a história como o 7º ano mais quente em 60 anos; Minas Gerais inicia 2026 sob novas ondas de calor, com temperaturas até 2 °C acima da média
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Fevereiro de 2026 foi classificado como o quinto mais quente já registrado globalmente, com temperaturas 0,51°C acima da média do período de referência 1991–2020.
Outono quente em Minas
Calor acima da média e tempo seco
A atuação do El Niño segue influenciando o regime de chuvas e contribuindo para a manutenção de temperaturas elevadas em diversas regiões do país.
Em Minas Gerais, além do calor, a baixa umidade chama atenção, com índices abaixo de 30%, patamar considerado de alerta. Essa condição aumenta o risco de problemas respiratórios, irritação ocular e desidratação.
Especialistas apontam que o padrão observado em 2025 e no início de 2026 indica maior frequência e duração de episódios de calor intenso.
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Saúde exige atenção com temperaturas elevadas
O Ministério da Saúde alerta que o calor excessivo pode provocar desde mal-estar até quadros mais graves, como desidratação e exaustão térmica.
Os grupos mais vulneráveis incluem idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, que exigem maior atenção.
Entre as principais recomendações:
- Beber água regularmente
- Evitar exposição ao sol nos horários mais quentes
- Usar roupas leves
- Manter ambientes ventilados
- Priorizar alimentação leve
Sintomas como tontura, fraqueza e náusea devem ser observados com atenção.
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Consumo de energia cresce com uso de refrigeração
O calor também impacta diretamente o sistema elétrico. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou aumento de 5,6% no consumo de energia em janeiro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
O crescimento está associado ao uso mais intenso de aparelhos como ar-condicionado e ventiladores durante períodos prolongados de calor.
Na região Sudeste/Centro-Oeste, a demanda já opera em níveis elevados, exigindo maior esforço do sistema elétrico para garantir o abastecimento.
Cenário exige adaptação no dia a dia
O calor acima da média deixou de ser pontual e passou a influenciar a rotina da população. Além dos impactos na saúde, o aumento no consumo de energia reforça a necessidade de adaptação contínua.
A tendência, segundo especialistas, é de manutenção desse padrão nos próximos meses.