Greve na Caixa começa nesta quinta-feira (10); veja o que muda no atendimento

Empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram proposta do banco e aprovaram paralisação por tempo indeterminado; atendimento presencial pode ser afetado

, em Uberlândia

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Bancários da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada após 93,5% dos trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pelo banco durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. Com o início do movimento, agências que aderirem à greve podem ter o atendimento presencial reduzido ou suspenso.

Greve na Caixa
Agência Fidélis Reis da Caixa Econômica Federal, na Avenida Doutor Fidélis Reis, no Centro de Uberaba, está fechada nesta quinta-feira (10) – Crédito: TV Paranaíba

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A categoria cobra a retomada das negociações e mudanças na proposta apresentada pela Caixa. O aviso de greve foi formalizado pelos sindicatos, seguindo os procedimentos previstos na legislação para o início da paralisação.

Greve começa nesta quinta-feira (10)

A paralisação dos empregados da Caixa começa oficialmente nesta quinta-feira (10) e não tem prazo definido para terminar. A decisão foi tomada em assembleias realizadas pelos trabalhadores durante a negociação do novo acordo coletivo.

Na base do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, 93,5% dos empregados rejeitaram a proposta da Caixa, enquanto 68,2% votaram pela realização da greve por tempo indeterminado.

O sindicato afirma que a mobilização busca pressionar a instituição a apresentar uma nova proposta e retomar as negociações com os trabalhadores.

O que os funcionários da Caixa reivindicam?

As negociações envolvem questões econômicas e condições de trabalho, além de temas específicos dos empregados da Caixa.

Entre os pontos discutidos pela categoria estão reajustes, manutenção de direitos e questões relacionadas ao plano de saúde dos empregados e dependentes.

A negociação nacional dos bancários para 2026 e 2027 prevê INPC mais 0,6% de aumento real, com aplicação sobre salários e outras verbas, como PLR, vales alimentação e refeição, pisos e auxílios. A Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2028 também manteve direitos previstos anteriormente e incluiu medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, monitoramento digital e direito à desconexão.

No caso da Caixa, porém, a paralisação está relacionada às negociações específicas do acordo coletivo dos empregados do banco, que incluem reivindicações próprias da categoria.

Atendimento nas agências pode ser afetado

Com a greve, o funcionamento das unidades da Caixa pode ser alterado conforme a adesão dos trabalhadores. Nas agências que participarem da paralisação, o atendimento presencial pode ser reduzido ou suspenso.

Por isso, a orientação aos clientes neste primeiro dia é dar preferência aos canais digitais da instituição e aos terminais de autoatendimento.

Serviços como pagamentos, transferências, consultas e outras operações disponíveis pelo aplicativo ou internet banking podem continuar sendo realizados normalmente pelos canais eletrônicos.

Quem precisa resolver uma demanda presencial deve verificar previamente o funcionamento da agência antes de se deslocar.

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Paralisação não tem data para acabar

A greve foi aprovada por tempo indeterminado. Isso significa que não há, neste momento, uma data definida para o encerramento da paralisação.

A duração do movimento dependerá do andamento das negociações entre a Caixa e as entidades que representam os empregados. A expectativa dos trabalhadores é que a mobilização pressione o banco pela apresentação de uma nova proposta.

Para os clientes, o principal impacto imediato é a possibilidade de alteração no atendimento presencial das agências que aderirem à greve.

Continue acompanhando o Paranaíba Mais para saber como a paralisação afeta o atendimento da Caixa e as próximas decisões dos bancários.