Presidente do grupo GSP é preso no aeroporto de Uberlândia

A prisão ocorre no contexto da investigação do MPMG sobre supostas irregularidades na alteração do projeto de acesso ao Anel Viário Sul de Uberlândia

, em Uberlândia

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O empresário Reynaldo Galves Leal, proprietário de empresas do Grupo GSP, foi preso preventivamente pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) nesta quinta-feira (5) no Aeroporto de Uberlândia. Ele aguardava o embarque numa lanchonete do aeroporto quando foi abordado pelos policiais em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Não foi informado qual seria o destino do empresário. A prisão ocorre no contexto da investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre supostas irregularidades na alteração do projeto de acesso ao Anel Viário Sul de Uberlândia.

Ele foi encaminhado de imediato ao médico para o exame de corpo de delito e, posteriomente, à Delegacia de Plantão.

Reynaldo é sócio-administrador de diversas empresas do grupo, entre elas GSP Loteadora, GSP Empreendimentos Imobiliários, GSP Life Botânico Empreendimentos Imobiliários, GSP Life Botânico II Empreendimentos Imobiliários e Residencial Gramado II Empreendimentos Imobiliários.

Veja o momento da prisão: 

Prisão de ex-coordenadora do DER-MG

A investigação envolvendo uma obra no Anel Viário Sul de Uberlândia ganhou novos desdobramentos após a prisão da então coordenadora regional do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) em Uberlândia, Patrícia Metz Peixoto, em 15 de outubro deste ano. Ela foi presa por meio de um mandado de prisão preventiva e já estava afastada das funções por determinação judicial.

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O MPMG apura se Patrícia autorizou a substituição de um trevo originalmente previsto no projeto de acesso ao Anel Viário Sul por uma intervenção de menor custo. A suspeita é de que a alteração tenha beneficiado empresas ligadas ao Grupo GSP e que a ex-servidora tenha recebido vantagens financeiras para viabilizar a mudança.

Reynaldo Galves Leal GSP
Reynaldo Galves Leal, proprietário e sócio-administrador de empresas do Grupo GSP – Crédito: Reprodução/ redes sociais

Suspeita de propina por meio de imóvel de R$ 1,5 milhão

Um dos principais pontos da investigação envolve a compra de uma casa de alto padrão pela ex-coordenadora no condomínio fechado Splendido, empreendimento da própria GSP Loteadora.

Segundo informações apresentadas pelo MPMG na investigação e mencionadas em decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o imóvel foi adquirido pelo valor de R$ 1,5 milhão.

Os investigadores identificaram uma possível incompatibilidade entre a renda da servidora e os compromissos financeiros assumidos na compra. O financiamento contratado foi de R$ 1,2 milhão, com prestações mensais de R$ 25.045,47.

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Na época, em dezembro de 2024, a remuneração líquida de Patrícia era de R$ 11.528,84. Ou seja, a parcela do imóvel correspondia a aproximadamente 2,17 vezes o salário mensal dela.

Ainda conforme a investigação, empresas ligadas ao Grupo GSP e terceiros teriam realizado pagamentos de dívidas particulares da servidora diretamente ao vendedor do imóvel. As movimentações teriam ocorrido por meio de transferências bancárias, dinheiro em espécie e entrega de um veículo.

O MPMG investiga se esses pagamentos representaram vantagens financeiras indevidas em troca de benefícios relacionados à alteração do projeto do Anel Viário Sul.

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