Caso Douglas Vieira: Ex-patrão apontado como mandante é interrogado em Uberlândia
O ex-patrão foi o primeiro dos réus a ser ouvido durante audiência que pode definir se acusados irão a júri popular pela morte de Douglas Vieira
A Justiça deu continuidade nesta quinta-feira (1º), em Uberlândia, à audiência de instrução do processo que apura a morte do empresário Douglas Vieira Silva, de 28 anos. A vítima foi assassinada a tiros dentro da própria loja de piscinas, no bairro Brasil, em 22 de setembro de 2025.
A audiência começou às 13h30 e avançou para a fase de interrogatórios dos réus. Nesta quinta (1°), foi interrogado o ex-patrão de Douglas. Segundo o Ministério Público (MP), ele é apontado como o suposto mandante do homicídio.

Ao todo serão interrogados mais três réus, suspeitos pelo envolvimento na morte de Douglas Vieira.
Durante a audiência, algumas testemunhas foram dispensadas. A Justiça já havia concluído a oitiva das testemunhas de acusação e também ouviu testemunhas relacionadas a dois dos três réus que ainda precisavam prestar depoimento nessa etapa.
Audiência pode definir próximos passos do processo
A audiência de instrução é uma etapa anterior à decisão sobre o julgamento pelo Tribunal do Júri. Após a conclusão dos depoimentos e interrogatórios, caberá ao juiz analisar as provas reunidas no processo e decidir se os acusados serão levados a júri popular ou se haverá outra determinação judicial.
A Justiça iniciou a audiência de instrução na terça-feira (29). Na ocasião, a viúva e o pai de Douglas prestaram depoimento. A previsão inicial era de que as testemunhas de acusação e defesa fossem ouvidas antes do interrogatório dos quatro réus.
Segundo informações apresentadas pela defesa, havia 11 testemunhas indicadas pelo Ministério Público. Parte delas foi ouvida e outras acabaram dispensadas, acelerando o andamento da audiência.
Caso Douglas Vieira
Douglas Vieira Silva tinha 28 anos e havia trabalhado em uma loja do ramo de piscinas antes de abrir o próprio estabelecimento em Uberlândia. De acordo com as investigações, ele estava havia cerca de cinco meses com a empresa própria quando foi assassinado.
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A nova loja teria colocado Douglas em concorrência direta com o antigo empregador. Poucos dias antes do crime, segundo a PCMG, o empresário também havia ingressado com uma ação trabalhista contra o ex-patrão.
A investigação apontou que o crime teria relação com a disputa comercial e com a questão trabalhista.
Quatro pessoas envolvidos no homicídio
Segundo o delegado Carlos Fernandes, quatro pessoas foram identificadas como envolvidas no homicídio: o homem apontado como atirador, o suposto mandante e outras duas pessoas que teriam participado diretamente da execução do crime.
“Identificamos o atirador, o mandante e mais duas pessoas que participaram diretamente do homicídio. A motivação está ligada à ação trabalhista e à concorrência comercial”, afirmou o delegado no início das investigações.

Ainda conforme a PCMG, Douglas era ex-funcionário do empresário apontado como mandante. Três dos quatro investigados tinham algum tipo de vínculo com a empresa ou com o círculo profissional do suspeito. Um dos envolvidos é primo da vítima por parte de mãe.
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Douglas foi morto dentro do próprio estabelecimento, em 22 de setembro de 2025. O caso segue em tramitação na Justiça e, após a conclusão da audiência de instrução, o juiz deverá analisar os elementos apresentados pelas partes para definir os próximos passos do processo.
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