Caso Monsenhor Eduardo: feirante é condenado a mais de 20 anos de prisão
Fábio Eduardo de Oliveira Macedo foi condenado por crime ocorrido em janeiro de 2024, em Uberlândia; defesa do réu diz que vai recorrer à sentença
O Tribunal do Júri de Uberlândia condenou o feirante Fábio Eduardo de Oliveira Macedo pela morte do motorista de aplicativo Wlener de Oliveira Magdalena, de 38 anos, na avenida Monsenhor Eduardo, em janeiro de 2024, em Uberlândia
No julgamento realizado nesta quinta-feira (24), o réu recebeu uma pena total de 20 anos e 3 meses de reclusão, sendo 17 anos e 3 meses pelo homicídio duplamente qualificado e 3 anos pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

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Durante a sessão no Fórum de Uberlândia, os advogados de defesa do acusado, Igor Lima Couy e Ramon Ribeiro Macedo, sustentaram em plenário a tese para a retirada das qualificadoras e a aplicação de atenuantes.
No entanto, os jurados integrantes do Conselho de Sentença rejeitaram os argumentos da defesa e acolheram a tese do Ministério Público. Os advogados do réu informaram que pretendem recorrer da sentença para tentar anular o julgamento.
Relembre o caso da Monsenhor Eduardo
O homicídio ocorreu no dia 28 de janeiro de 2024, na feira livre realizada na Avenida Monsenhor Eduardo, no Bairro Brasil.
Na ocasião, Wlener realizava uma corrida de aplicativo e havia deixado um passageiro no local quando se envolveu em um desentendimento de trânsito com o feirante. A discussão continuou após ambos desembarcarem dos veículos, momento em que Fábio sacou uma arma de fogo e disparou contra o motorista.
Veja o momento:
O Ministério Público denunciou o feirante por homicídio cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Após o crime, o autor permaneceu foragido por cerca de nove meses, até ser localizado e preso pela Polícia Civil em novembro de 2024, em uma propriedade rural no interior de Goiás.
A dor e a saudade da família
Antes do julgamento, a mãe do motorista, Cenilda Vieira de Oliveira Magdalena, acompanhou a sessão acompanhada de familiares, incluindo o pai e os filhos de Wlener.

Wlener era pai solo e cuidava das crianças com o auxílio da mãe desde 2021, quando a esposa faleceu. Para garantir a renda da casa, ele se desdobrava trabalhando como motorista de aplicativo, pedreiro, servente, pintor e artesão.
“A expectativa é que a justiça seja feita. É uma sensação de justiça sendo feita, né? Mas nada traz o meu filho de volta”, desabafou Cenilda.