Caso Douglas Vieira: família depõe e audiência reúne quatro réus

Viúva e pai do empresário prestaram depoimento em Uberlândia; defesa contesta provas, e audiência continua nesta quinta-feira (1º), às 13h30

, em Uberlândia

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A Justiça iniciou nesta terça-feira (29), em Uberlândia, a audiência de instrução do caso Douglas Vieira, empresário de 28 anos morto a tiros dentro da própria loja de piscinas em setembro de 2025. A viúva e o pai da vítima prestaram depoimento nesta etapa do processo, que tem quatro réus. A audiência continua nesta quinta-feira (1º), às 13h30.

Douglas Vieira Silva morreu após um homem entrar no estabelecimento onde ele trabalhava e atirar contra ele, no bairro Brasil, em 22 de setembro de 2025. Segundo informações apresentadas pela reportagem da TV Paranaíba, a investigação apontou suspeitas sobre o envolvimento do ex-patrão e de um primo da vítima, além de uma possível motivação comercial.

A sessão de terça-feira terminou por volta das 16h20. Em entrevista à TV Paranaíba, o advogado Adriano Parreira, que atua na defesa, afirmou que o Ministério Público havia indicado 11 testemunhas, mas ouviu quatro e dispensou as demais. Para quinta-feira, estão previstos os depoimentos das testemunhas indicadas pelas defesas dos quatro réus. Segundo Parreira, são mais de 20 pessoas. Após essa etapa, a previsão é que a Justiça realize os interrogatórios dos acusados.

Caso Douglas Vieira
Loja onde Douglas morreu fica no bairro Brasil – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

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Caso Douglas Vieira: viúva relata dor durante depoimento

À TV Paranaíba, Dalete Gomes, viúva de Douglas, contou que respondeu a perguntas sobre a vida do marido e a relação dele com os acusados. Ela afirmou que participar do processo exige reviver lembranças da morte, mas considera os depoimentos necessários para a busca por justiça. “Para a nossa família é quase uma tortura, mas é o que é necessário para a gente tentar trazer alguma forma de justiça para ele”, disse.

Segundo Dalete, Douglas trabalhou por quase quatro anos para o ex-patrão citado na investigação. O primo da vítima também trabalhava na empresa, e a convivência entre eles ocorria principalmente no ambiente profissional.

A viúva contou que Douglas decidiu voltar para Uberlândia e abrir uma loja no setor em que já tinha experiência para ficar próximo da família. O casal mantinha um relacionamento havia mais de dez anos. “A gente sofre pelo que queria ter vivido”, afirmou Dalete. “Eu espero que a verdade seja esclarecida e que os culpados realmente sejam condenados de acordo com a lei.”

Dalete Gomes, viúva de Douglas Vieira, prestou depoimento durante audiência em Uberlândia – Crédito: Reprodução/TV Paranaíba

Pai diz que suspeita sobre primo surpreendeu a família

Nei Robson, pai de Douglas, também prestou depoimento. Ele contou que o filho havia aberto uma loja em Goiânia com um sócio cerca de um ano antes de expandir o negócio para Uberlândia.

Segundo o pai, o retorno representava a oportunidade de trabalhar na cidade onde Douglas cresceu e ficar próximo dos familiares. Nei afirmou que recebeu com surpresa a informação sobre a suspeita de envolvimento de um parente na morte do filho. “No fundo, eu acreditei que não seria capaz de chegar a esse ponto”, declarou.

Segundo informações apresentadas pela reportagem da TV Paranaíba sobre a investigação, o primo é apontado como suspeito de ter efetuado os disparos. A defesa contesta a participação dos acusados no crime.

Nei Robson, pai de Douglas Vieira, também prestou depoimento durante a audiência – Crédito: Reprodução/TV Paranaíba

Defesa contesta provas e busca evitar julgamento pelo Tribunal do Júri

O advogado Adriano Parreira afirmou que, na avaliação da defesa, as provas digitais reunidas no processo não demonstram a participação dos acusados na morte do empresário. “A defesa tem a expectativa e acredita realmente na inocência dos acusados”, afirmou.

Parreira disse que a defesa espera uma decisão de impronúncia, o que impediria o encaminhamento dos réus ao Tribunal do Júri nesta fase do processo.

A audiência integra a etapa em que a Justiça reúne depoimentos de testemunhas e acusados antes de decidir sobre o prosseguimento do processo. Em uma eventual decisão de pronúncia, o caso segue para julgamento pelo Tribunal do Júri. A pronúncia não representa condenação dos réus.

Relembre o caso Douglas Vieira

Morte do empresário da loja de piscinas, Douglas Vieira
Douglas Vieira foi morto em sua loja  – Crédito: Redes Sociais/Reprodução

Douglas era formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e trabalhava no setor de piscinas.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar na época, o homem que efetuou os disparos chegou ao estabelecimento em uma motocicleta e atirou quatro vezes contra o empresário. Em outubro de 2025, uma operação prendeu três suspeitos durante as investigações sobre o caso. Naquele momento, a polícia apurava o furto da motocicleta utilizada no crime, a execução e a possível participação de um mandante.

Pouco mais de um ano após a morte de Douglas, a família acompanha a fase de instrução do processo enquanto a Justiça ouve testemunhas e acusados.

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