Vegetação é retirada da balsa, mas drone revela o que ainda ficou na Represa de Miranda

Morador relata que trabalhos começaram na última semana; Prefeitura articula força-tarefa para investigar a origem e as causas da ocorrência

, em Uberlândia

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A retirada de plantas aquáticas na região da balsa da Represa de Miranda, em Indianópolis, diminuiu a quantidade de vegetação no ponto que chamou a atenção após um vídeo repercutir nas redes sociais. Nas imagens feitas por drone pela equipe da TV Paranaíba, porém, mostram que uma grande concentração de plantas ainda permanece espalhada pelo rio.

Segundo um morador da região, equipes trabalham desde a última semana para retirar a vegetação acumulada próximo à balsa. Até o momento, cerca de quatro caminhões de material foram removidos.

As imagens aéreas mostram que a retirada no ponto de maior concentração não significa que toda a vegetação tenha sido removida do rio.

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Quatro caminhões já foram retirados

A Prefeitura de Indianópolis informou que realizou uma ação emergencial de retirada mecânica na região da balsa. Até o momento, aproximadamente quatro caminhões de material foram removidos.

Segundo o município, a intervenção é emergencial e localizada. O objetivo é reduzir o acúmulo em um dos pontos mais afetados enquanto as avaliações técnicas continuam.

O trabalho é acompanhado por órgãos municipais e ambientais.

Material foi identificado como Salvinia

A ocorrência ganhou repercussão inicialmente como uma grande concentração de “algas”. Após a coleta de amostras, porém, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Planejamento de Indianópolis informou que o material é formado por plantas aquáticas do gênero Salvinia.

A Prefeitura também realizou uma vistoria técnica e produziu registros fotográficos georreferenciados para auxiliar na avaliação da ocorrência. A identificação permite diferenciar a vegetação observada nas imagens de algas propriamente ditas.

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Força-tarefa investiga origem e causas

A Prefeitura de Indianópolis articula uma força-tarefa interinstitucional para avaliar a ocorrência e definir as providências necessárias.

Participam da articulação órgãos como o Ministério Público, a Defesa Civil, a Polícia Militar de Meio Ambiente e as Secretarias Municipais de Meio Ambiente de Indianópolis e Uberlândia, além de outras instituições que possam contribuir tecnicamente.

A Prefeitura afirma que é necessário investigar a origem e a concentração das plantas, considerando fatores como a dinâmica do reservatório, o regime de vazões e o deslocamento da biomassa.

O município também diz que eventual responsabilização deverá ser baseada em evidências técnicas.

Vegetação veio de Nova Ponte, segundo a Engie

A Engie, responsável pela Usina Hidrelétrica de Miranda, informou que a massa de macrófitas observada no reservatório tem origem a montante, no reservatório da Usina Hidrelétrica de Nova Ponte.

Segundo a empresa, a proliferação de plantas aquáticas não é uma característica típica do reservatório de Miranda. Desde que assumiu a operação da usina, em 2018, esta seria a primeira ocorrência desse tipo registrada no empreendimento.

A Engie informou ainda que acompanha o deslocamento da vegetação e mantém contato com os órgãos envolvidos.

Cemig explica abertura das comportas

A Cemig informou que houve uma abertura temporária das comportas da Usina de Nova Ponte no último dia 16. Segundo a companhia, a operação ocorreu para atender à necessidade de redução da geração de usinas hidrelétricas determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A empresa ainda afirmou que a abertura teve como objetivo manter o fluxo de água no Rio Araguari durante a interrupção temporária da geração da usina. Além disso, explicou que já acompanhava a ocorrência de algas e plantas aquáticas no reservatório de Nova Ponte antes do deslocamento da vegetação.

E o cenário ainda pode ter novos desdobramentos. Continue acompanhando o Portal Paranaíba Mais para saber sobre atualizações.