Prainha de Cachoeira Dourada vira “tapete verde” e acende alerta
Avanço de algas no Rio Paranaíba muda cenário turístico, provoca mau cheiro e preocupa moradores, comerciantes e autoridades
A prainha de Cachoeira Dourada deixou de ser um dos principais cartões-postais da cidade para se transformar em motivo de preocupação. O que antes era um ponto de lazer às margens do Rio Paranaíba agora está coberto por uma densa camada de plantas aquáticas, formando um verdadeiro “tapete verde” sobre a água.
A situação tem gerado uma onda de reclamações de moradores e comerciantes, que relatam prejuízos diretos ao turismo. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a água praticamente encoberta por macrófitas, algas que se proliferam de forma acelerada, além de um odor forte que afasta visitantes.

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Prainha de Cachoeira Dourada entra em alerta ambiental
O cenário é considerado de alerta. A área, que deveria funcionar como espaço de lazer e convivência, hoje impede atividades básicas como banho e navegação.
De acordo com relatos dos moradores, o fenômeno está ligado a um processo conhecido como eutrofização, quando o excesso de nutrientes na água favorece o crescimento descontrolado de plantas aquáticas. Entre as possíveis causas estão resíduos e dejetos provenientes de criadouros de peixes instalados acima da prainha.
O resultado é visível: água turva, vegetação densa e um ambiente cada vez mais distante do que já foi um dos principais atrativos da cidade. Vela:
Impacto econômico preocupa comerciantes
A degradação da prainha de Cachoeira Dourada já reflete diretamente na economia local. Bares, restaurantes e empreendimentos que dependem do fluxo turístico relatam queda no movimento.
Além do aspecto visual comprometido, o mau cheiro tem sido um dos principais fatores que afastam frequentadores. Para quem vive do turismo, a situação é considerada crítica.
Moradores também demonstram preocupação com a velocidade do avanço das algas, especialmente nos períodos de calor, quando a proliferação tende a se intensificar. Veja o depoimento de uma empresária local:
Prefeitura admite limitações e aposta em estudos
A administração municipal informou que realiza ações paliativas, como mutirões de limpeza, mas destaca que o trabalho depende das condições do nível do rio.
Segundo o secretário de governo, o problema começou a ganhar força no fim de 2023 e tem piorado com o aumento das temperaturas. Ele reforça que a situação envolve um desequilíbrio ambiental mais complexo.
Para tentar entender a origem do problema, foi criado um grupo de trabalho específico, o chamado “GT Algas”, formado por representantes de órgãos estaduais, federais e especialistas.
Órgãos federais são acionados para buscar solução
A crise na prainha de Cachoeira Dourada já ultrapassou o âmbito municipal. O Ministério Público Federal e o Comitê da Bacia do Rio Paranaíba foram acionados para acompanhar o caso e cobrar medidas de longo prazo.
A expectativa é que estudos técnicos apontem se o problema está relacionado a fatores climáticos, acúmulo de sedimentos ou excesso de nutrientes na água.
Enquanto isso, a população cobra respostas rápidas. Para muitos moradores, a situação atual é inédita e exige ação urgente.