Justiça Federal condena servidores do DNIT por esquema de fraudes no Triângulo Mineiro

De acordo com a decisão judicial, as irregularidades ocorreram entre os anos de 2008 e 2019 e envolviam contratos executados nas unidades locais do Dnit em Prata e Uberlândia, no Triângulo Mineiro

, em Uberlândia

A Justiça Federal condenou nove servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Minas Gerais e empresários envolvidos em um esquema de fraudes em contratos de manutenção rodoviária que teria causado prejuízos superiores a R$ 10 milhões aos cofres públicos. A sentença foi dada pela 1ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.

Justiça Federal condena servidores do DNIT por esquema de fraudes no Triângulo Mineiro - Crédito: Reprodução/Polícia Federal
Justiça Federal condena servidores do DNIT por esquema de fraudes no Triângulo Mineiro – Crédito: Reprodução/Polícia Federal

Justiça federal condena servidores e empresários do Triângulo Mineiro

De acordo com a decisão judicial, as irregularidades ocorreram entre os anos de 2008 e 2019 e envolviam contratos executados nas unidades locais do Dnit em Prata e Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

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Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o grupo atuava por meio de uma associação criminosa formada por servidores públicos e empresários, que fraudavam medições de serviços, superfaturavam contratos e recebiam pagamentos indevidos.

Como funcionava o esquema?

A investigação apontou que serviços eram cobrados sem terem sido executados e que métodos de manutenção mais baratos eram registrados como procedimentos de maior custo. Entre as fraudes identificadas estavam irregularidades em contratos de roçada e conservação de rodovias federais.

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A sentença descreve que a organização criminosa era dividida em dois núcleos: um empresarial, composto por integrantes da família Zago, e outro formado por servidores do Dnit. O esquema teria garantido um fluxo de pagamentos ilícitos durante mais de uma década.

DNIT colabora com investigações

Em nota, o DNIT disse que colabora integralmente com as investigações das autoridades policiais e órgãos de controle e que repudia qualquer prática fraudulenta ou de corrupção.

“A autarquia salienta que possui política antifraude e anticorrupção, mantém diálogo permanente com os órgãos de controle e atua com base na legalidade, transparência e ética na administração pública”, informou a entidade em nota.