Ex-prefeito de Uberlândia pode voltar ao Congresso como deputado federal
Com saída de Odair Cunha para o Tribunal de Contas da União, cenário favorece convocação de Gilmar Machado e pode ampliar peso político da cidade em Brasília
A eleição do deputado federal Odair Cunha (PT-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma vaga na bancada mineira e pode resultar na volta de um nome conhecido de Uberlândia ao Congresso Nacional.
Com 303 votos em votação secreta, Odair foi escolhido para a Corte de Contas, o que desencadeia a convocação de suplentes da federação partidária formada por PT e PV. Nesse cenário, a vaga tende a ser ocupada pelo segundo suplente, o ex-deputado federal e ex-prefeito de Uberlândia Gilmar Machado (PT).

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O primeiro suplente da federação é Glaycon Franco, eleito pelo PV em 2022. No entanto, a mudança dele para o PSDB durante a janela partidária deste ano pode impedir sua posse. O entendimento consolidado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que o mandato em eleições proporcionais pertence ao partido, ou à federação, e não ao candidato.
Essa interpretação foi reafirmada pela Corte em novembro de 2024, ao decidir que suplentes que trocam de legenda perdem o direito de assumir o cargo vinculado à sigla pela qual foram eleitos, mesmo que a migração ocorra dentro do período permitido por lei.
Diante disso, a tendência é que a cadeira permaneça com o PT dentro da federação, abrindo caminho para o retorno de Gilmar Machado à Câmara dos Deputados, caso os trâmites sejam confirmados pela Justiça Eleitoral e pela própria Casa Legislativa.
Atualmente, Uberlândia conta com três representantes na Câmara: Weliton Prado (Solidariedade), Dandara (PT) e Ana Paula Junqueira Leão (PP). Com a possível posse de Gilmar, o município pode ampliar sua presença política em Brasília.
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Carreira política do ex-prefeito de Uberlândia
Gilmar Machado já se colocou como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026 e, se assumir o mandato, passa a ter maior visibilidade e inserção nas negociações políticas.
Nos últimos anos, ele atuou como assessor especial na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, área responsável pela articulação entre o Executivo e o Congresso. Fundador do PT em Uberlândia, Gilmar foi deputado estadual, exerceu quatro mandatos como deputado federal e também comandou a prefeitura do município entre 2013 e 2016.
A definição sobre a posse ainda depende de análise formal dos órgãos competentes, mas a combinação entre a eleição de Odair Cunha ao TCU e a mudança partidária do primeiro suplente já redesenha a sucessão e pode reconfigurar a representação mineira em Brasília.
A reportagem tentou contato com Gilmar Machado, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.