Justiça concede prisão domiciliar a dono da GSP preso no aeroporto de Uberlândia

A prisão domiciliar de Reynaldo Galves Leal, proprietário de empresas do Grupo GSP, deverá ser cumprida com monitoramento eletrônico, por meio de tornozeleira

, em Uberlândia

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O empresário Reynaldo Galves Leal, proprietário de empresas do Grupo GSP, teve a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar nesta sexta-feira (6), após decisão da Justiça de Uberlândia.

A medida foi concedida pela juíza Maria Elisa Taglialegna, durante audiência de custódia, em razão do estado de saúde do investigado, comprovado por meio de laudo médico apresentado pela defesa.

Apesar da mudança, a Justiça manteve os fundamentos da decisão que determinou a prisão preventiva. A prisão domiciliar deverá ser cumprida com monitoramento eletrônico, por meio de tornozeleira. Caso não haja disponibilidade imediata do equipamento, o empresário deverá permanecer em casa até que o dispositivo seja instalado.

Reynaldo Galves Leal GSP
Reynaldo Galves Leal, proprietário e sócio-administrador de empresas do Grupo GSP – Crédito: Reprodução/ redes sociais

Estado de saúde do empresário

Na decisão, a magistrada considerou válidas as formalidades do mandado de prisão, mas entendeu que as condições de saúde do investigado justificavam a alteração da modalidade de cumprimento da medida cautelar.

A determinação também estabelece que Reynaldo deverá manter o endereço e o telefone atualizados. Foram expedidos mandados de acompanhamento da prisão domiciliar e de monitoramento eletrônico, inicialmente pelo prazo de um ano.

Com a decisão, foi expedido alvará de soltura para que o empresário deixe imediatamente a unidade onde está custodiado, desde que não exista outro motivo que justifique sua permanência na prisão.

Prisão no Aeroporto de Uberlândia

Reynaldo Galves Leal foi preso preventivamente pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) na quinta-feira (5), no Aeroporto de Uberlândia. Ele aguardava o embarque para a cidade de São Paulo (SP), em uma lanchonete, quando foi abordado pelos policiais, que cumpriram um mandado de prisão expedido pela Justiça.

Veja o momento da prisão: 

Reynaldo é sócio-administrador de diversas empresas do Grupo GSP, entre elas GSP Loteadora, GSP Empreendimentos Imobiliários, GSP Life Botânico, GSP Life Botânico II e Residencial Gramado II.

Investigação sobre o Anel Viário Sul

A prisão faz parte das investigações conduzidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre supostas irregularidades na alteração do projeto de acesso ao Anel Viário Sul, em Uberlândia.

O órgão apura se a então coordenadora regional do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), Patrícia Metz Peixoto, autorizou a substituição de um trevo originalmente previsto no projeto por uma intervenção de menor custo, que teria beneficiado empresas ligadas ao Grupo GSP.

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Patrícia foi presa preventivamente no dia 15 de outubro deste ano. Ela já estava afastada das funções por determinação judicial.

Suspeita de pagamento de vantagens por meio de imóvel

Um dos principais pontos da investigação envolve a aquisição de uma casa de alto padrão pela ex-coordenadora no condomínio fechado Splendido, empreendimento da própria GSP Loteadora.

Patrícia Metz Peixoto é presa após afastamento do DER em Uberlândia
Patrícia Metz Peixoto teria tentado obstruir investigações do MPMG e adquirido imóvel mílionário em condomínio de empresa envolvida no caso do Anel Viário Sul de Uberlândia – Crédito: Reprodução/TV Paranaíba

Segundo informações apresentadas pelo MPMG e mencionadas em decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o imóvel foi adquirido por R$ 1,5 milhão, com financiamento de R$ 1,2 milhão e prestações mensais de R$ 25.045,47.

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Os investigadores identificaram possíveis incompatibilidades entre a renda da servidora e os compromissos financeiros assumidos na compra.

A investigação também aponta que empresas ligadas ao Grupo GSP e terceiros teriam realizado pagamentos de dívidas particulares da ex-coordenadora diretamente ao vendedor do imóvel. As movimentações teriam ocorrido por meio de transferências bancárias, dinheiro em espécie e entrega de um veículo.

O MPMG investiga se os pagamentos representaram vantagens financeiras indevidas em troca de benefícios relacionados à alteração do projeto do Anel Viário Sul.

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