Maioria da população, mas minoria no poder: o retrato da desigualdade racial no Brasil
No Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, especialistas apontam avanços nas políticas de inclusão, mas alertam que o racismo estrutural ainda limita oportunidades para milhões de brasileiros; em Uberlândia, pretos e pardos já representam mais da metade da população; veja a matéria
-
Mais da metade da população brasileira é negra. Em 2025, 55,5% dos brasileiros se declararam pretos ou pardos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Minas Gerais, esse percentual chega a 58,6%. Em Uberlândia, os dados do Censo de 2022 mostram que 50,8% da população também é formada por pessoas pretas e pardas.
Os números revelam uma transformação importante no perfil demográfico do país, impulsionada pelo aumento da autodeclaração racial e pelo fortalecimento da identidade negra. Ao mesmo tempo, escancaram um paradoxo: mesmo sendo maioria, a população negra continua recebendo salários menores, ocupando menos cargos de liderança e enfrentando mais obstáculos para acessar oportunidades de educação, emprego e ascensão profissional.
Neste 3 de julho, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o Brasil acumulou avanços importantes nas últimas décadas, especialmente com a criação de políticas de ações afirmativas e ampliação do acesso ao ensino superior. Mas ressaltam que o racismo estrutural continua produzindo desigualdades que atravessam gerações.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Um país mais negro
Os dados mais recentes do IBGE mostram que o Brasil nunca teve uma população negra tão numerosa em termos proporcionais. Entre 2012 e 2025, o percentual de brasileiros que se autodeclararam pretos passou de 7,4% para 10,4%. Já a população parda permaneceu relativamente estável, passando de 45,5% para 45,8%.
No sentido oposto, a população branca caiu de 46,4% para 42,6% no mesmo período. Pela primeira vez, inclusive, menos da metade dos moradores da Região Sudeste se declarou branca.
Em Minas Gerais, os números seguem a mesma tendência. Dos 20,5 milhões de habitantes contabilizados pelo Censo de 2022, 12 milhões são pessoas negras, considerando a soma de pretos e pardos.
Em Uberlândia, cidade com uma das maiores populações do interior do país, o cenário também reflete essa mudança demográfica. O levantamento do IBGE aponta que 39,8% dos moradores se declaram pardos e 11% pretos, totalizando 50,8% da população. Nas áreas classificadas como favelas e comunidades urbanas, esse percentual é ainda maior: 74,3% dos moradores se identificam como pretos ou pardos.
Os avanços existem, mas ainda não eliminam a desigualdade
Apesar das mudanças no perfil populacional, indicadores sociais mostram que a cor da pele continua influenciando diretamente as oportunidades oferecidas aos brasileiros. Dados do Censo Trabalho e Rendimento, divulgados pelo IBGE, revelam que trabalhadores brancos recebem remuneração superior à de trabalhadores negros em todos os níveis de escolaridade.
A maior diferença aparece justamente entre profissionais com ensino superior completo. Enquanto trabalhadores brancos recebem, em média, R$ 6.547, trabalhadores pretos recebem R$ 4.175 e pardos R$ 4.559. Na prática, um profissional branco com diploma universitário ganha, em média, 57% mais que um profissional preto com a mesma escolaridade.
A desigualdade também aparece dentro das empresas. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2025, diretores e gerentes negros recebem, em média, 34% menos do que profissionais brancos que ocupam as mesmas funções. Entre trabalhadores em cargos de liderança, apenas 8,6% são negros, enquanto entre os brancos esse percentual chega a 17,7%.
Além disso, quase 46% dos trabalhadores negros estão na informalidade, índice significativamente superior ao registrado entre trabalhadores brancos.
Para Tom Mendes, diretor executivo do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), o setor privado avançou ao incorporar a pauta da diversidade às estratégias corporativas, mas ainda precisa transformar discurso em mudanças concretas.
“O Brasil avançou mais rápido na consciência do problema do que na redistribuição real de oportunidades, poder e orçamento. Ainda vemos muitas empresas com boas intenções, mas com baixa presença de pessoas negras em cargos de decisão.”
Segundo ele, muitas organizações concentram esforços em programas de entrada, mas deixam de revisar os mecanismos que determinam quem cresce dentro da empresa.
“Diversidade não pode ser tratada como projeto. Precisa ser tratada como gestão. Se a empresa não mede, não responsabiliza e não muda seus incentivos, a diversidade pode virar apenas um item de apresentação em PowerPoint.”

Educação amplia oportunidades, mas as diferenças permanecem
Nas universidades, os resultados das políticas de ações afirmativas são considerados um dos maiores avanços no enfrentamento das desigualdades raciais.
De acordo com o professor aposentado da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Guimes Rodrigues Filho, que coordenou por anos o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da instituição, as cotas transformaram o perfil das universidades públicas brasileiras.

Segundo levantamento do Instituto Sou Ciência citado pelo pesquisador, a participação de estudantes negros nas universidades saltou de aproximadamente 17% em 2009 para 49% em 2022. “O resultado mais importante foi o aumento significativo da presença de pessoas negras, indígenas e quilombolas na graduação e na pós-graduação”, afirma.
Guimes também chama atenção para outro problema estrutural: a implementação da educação antirracista prevista na legislação brasileira. Segundo ele, estudos mostram que, mais de vinte anos após a criação da Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, menos de 30% dos municípios brasileiros aplicam a norma de forma efetiva.
“Esperei uma oportunidade em que eu não precisasse aparecer”
Para o jornalista Marcus Purccino, recém-formado pela UFU, os desafios começaram antes mesmo da entrada no mercado de trabalho. Natural de Rio Preto, interior paulista, ele precisou vender brigadeiros dentro da universidade para complementar a renda e conseguir permanecer na graduação. Mas os desafios não se limitaram à questão financeira.
Marcus conta que percebeu barreiras relacionadas à aparência e aos padrões estéticos presentes no mercado da comunicação. “O jornalismo ainda é um ambiente muito elitizado. Muitas empresas procuram um padrão de aparência que acaba afastando pessoas negras das vagas”, conta. Na época, ele usava cabelo comprido e tinha tatuagens.
Segundo Marcus, isso aumentava a sensação de que havia menos espaço para profissionais com características diferentes do perfil tradicional das redações. “Eu esperei até conseguir uma oportunidade que não exigisse aparecer diante das câmeras”, relata.
Mesmo diante das dificuldades, ele acredita que as políticas de ações afirmativas representam um mecanismo de reparação histórica. “Existe um caminho muito grande para reduzir a desigualdade construída ao longo de séculos. As cotas não são privilégio. Elas fazem com que pessoas historicamente excluídas possam ocupar um espaço que sempre foi delas por direito”, explica.

O racismo também se manifesta nas pequenas situações do cotidiano
Quando se fala em discriminação racial, muitas pessoas imaginam apenas ofensas explícitas. No entanto, especialistas afirmam que o racismo costuma aparecer de forma mais silenciosa e cotidiana, influenciando desde relações sociais até oportunidades profissionais.
Professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Gérson de Sousa explica que essas situações muitas vezes passam despercebidas por quem as pratica, mas deixam marcas profundas em quem as vivencia.

Segundo ele, a discriminação pode estar presente quando uma pessoa negra tem sua capacidade profissional colocada em dúvida, recebe atendimento diferente em estabelecimentos comerciais ou é constantemente vigiada em supermercados apenas por causa da cor da pele. “Às vezes, você está apresentando uma palestra ou falando sobre um tema que domina e as pessoas desconfiam da sua competência simplesmente porque você é negro”, afirma.
Ele também cita situações comuns do cotidiano, como o tratamento desigual em filas, lojas e repartições públicas. “Muitos negros relatam que entram em um supermercado e percebem que estão sendo seguidos. Em outras situações, são atendidos sem que o funcionário sequer faça contato visual. São comportamentos que parecem pequenos isoladamente, mas que, somados, revelam uma lógica de exclusão.”
Da violência individual ao problema coletivo
Na avaliação de Gérson, um dos maiores desafios ainda é fazer com que as vítimas compreendam que o racismo não representa um ataque apenas individual. “O racismo não é contra uma pessoa específica. Ele é dirigido a um grupo inteiro. Quando a vítima entende isso, as formas de enfrentamento também mudam.”
Segundo o professor, muitas pessoas acabam desenvolvendo ansiedade, depressão ou isolamento social por acreditarem que sofreram uma violência exclusivamente pessoal. “A discriminação produz consequências psicológicas muito sérias. Há pessoas que deixam de frequentar determinados espaços, abandonam a universidade ou evitam determinadas profissões porque internalizam aquela violência.”
Para ele, fortalecer a identidade negra é um passo essencial para romper esse ciclo. “Antes de lutar contra o racismo, é preciso compreender o valor da própria existência enquanto pessoa negra. Ser negro não pode significar apenas resistir ao racismo. É reconhecer uma identidade, uma história e uma contribuição fundamental para a formação do Brasil.”
Cultura negra é celebrada, mas seus protagonistas ainda enfrentam preconceito
Gérson chama atenção para outra contradição presente na sociedade brasileira. Segundo ele, manifestações culturais de origem africana são frequentemente valorizadas, enquanto as pessoas que as produzem continuam sendo alvo de discriminação.
“No Brasil, celebra-se o samba, o congado, a capoeira e tantas outras expressões culturais negras. Mas, muitas vezes, os negros que fazem o samba, que organizam o congado e mantêm essas tradições continuam sendo vítimas do racismo.”
Para o pesquisador, combater a discriminação exige reconhecer não apenas as manifestações culturais, mas também o protagonismo histórico da população negra.
As cotas mudaram o perfil das universidades
Se no mercado de trabalho a desigualdade ainda persiste, no ensino superior especialistas enxergam uma das maiores transformações sociais das últimas décadas. De acordo com Guimes Rodrigues, as políticas de ações afirmativas alteraram significativamente o perfil das universidades públicas brasileiras. “O resultado mais importante foi ampliar a presença de estudantes negros, indígenas e quilombolas nos cursos de graduação e pós-graduação.”
O pesquisador destaca, entretanto, que o acesso representa apenas parte da transformação. Segundo ele, as universidades também precisam investir em políticas permanentes de acolhimento, permanência estudantil e combate à evasão.

Na UFU, a Diretoria de Estudos e Pesquisas Afrorraciais (Diepafro) atua justamente na formulação e no acompanhamento dessas políticas. Além de acompanhar a política de cotas, o órgão desenvolve ações de formação voltadas para professores, estudantes e movimentos sociais e discute novas iniciativas de inclusão, como a criação de cotas para pessoas trans na graduação e na pós-graduação.
Educação antirracista ainda é um desafio
Apesar dos avanços, Guimes afirma que uma das maiores dificuldades continua sendo colocar em prática a legislação que determina o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas. “A construção de uma educação antirracista ainda é um desafio nacional.”
Ele lembra que a Lei nº 10.639, sancionada em 2003, tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira em toda a educação básica. Mais de duas décadas depois, porém, estudos apontam que menos de 30% dos municípios brasileiros cumprem a legislação de forma efetiva.
Para o professor, sem educação, torna-se impossível enfrentar o racismo estrutural. “O letramento racial precisa fazer parte da formação da sociedade.”
Avanços na educação ainda convivem com desigualdades
Os indicadores nacionais confirmam que as políticas de inclusão ampliaram o acesso da população negra ao ensino. Pesquisa do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), com base na Pnad Contínua, mostra que a taxa de conclusão do ensino superior praticamente dobrou entre pessoas negras na última década.
Entre mulheres negras com mais de 25 anos, o índice passou de 7,9% em 2012 para 14,9% em 2023. Entre os homens negros, o percentual cresceu de 5,3% para 11,2%.
Apesar disso, a distância em relação à população branca continua elevada. Enquanto 30,3% das mulheres brancas concluíram o ensino superior, entre as mulheres negras o índice permanece abaixo da metade.
O mesmo ocorre entre os homens: 25,9% dos brancos têm diploma universitário, contra 11,2% dos negros. Segundo o Cedra, diversos indicadores mostram que, em muitos casos, pessoas negras em 2023 alcançaram níveis educacionais equivalentes aos que a população branca já apresentava em 2012.
O debate amadureceu, mas ainda enfrenta resistência
Na avaliação do professor Gérson, o Brasil avançou significativamente desde a década de 1970, quando o movimento negro passou a conquistar maior espaço na sociedade e nas universidades.
No entanto, ele afirma que ainda existe resistência em relação às políticas de diversidade e às ações afirmativas. “As pessoas continuam perguntando por que ainda precisamos discutir cotas ou racismo, como se a escravidão fosse um problema encerrado no passado.”
Para o professor, esse desconhecimento histórico dificulta a construção de uma sociedade efetivamente antirracista. “As novas gerações muitas vezes não compreendem que as desigualdades atuais são consequência direta de processos históricos. Sem essa compreensão, fica mais difícil reconhecer por que determinadas políticas públicas continuam sendo necessárias.”
Empresas têm papel decisivo na redução das desigualdades
Se a educação representa uma das principais portas de entrada para a redução das desigualdades, o mercado de trabalho ainda é apontado como um dos maiores desafios para a promoção da igualdade racial.
Para Tom, o setor privado avançou nos últimos anos ao incorporar a pauta da diversidade em suas estratégias. No entanto, ele afirma que a transformação ainda acontece em ritmo mais lento do que o necessário. “O tema deixou de ser periférico e passou a fazer parte da agenda estratégica de muitas empresas. Hoje, diversidade racial aparece em relatórios, metas ESG, programas de trainee e campanhas institucionais. Isso representa um avanço importante.”
Na avaliação do diretor do ID_BR, muitas empresas concentram esforços na contratação de profissionais negros, mas não revisam os processos internos que determinam quem será promovido, quem ocupará cargos estratégicos e quem chegará à liderança. “Não basta contratar. É preciso garantir desenvolvimento, visibilidade, segurança psicológica e oportunidades reais de crescimento.”
Ele também chama atenção para critérios aparentemente neutros que podem reproduzir desigualdades históricas. “Expressões como ‘perfil adequado’, ‘boa comunicação’ ou ‘fit cultural’ muitas vezes escondem filtros subjetivos que mantêm as lideranças parecidas com elas mesmas.”
Na avaliação do diretor, combater a discriminação racial exige compromisso permanente. “O dia 3 de julho não pode ser apenas uma data simbólica. Empresas precisam medir desigualdades, revisar processos, investir em educação e assumir metas concretas. Equidade racial não é tendência. É estratégia para o desenvolvimento do Brasil.”
Como denunciar racismo e injúria racial
Embora avanços legislativos tenham fortalecido o combate à discriminação racial, especialistas alertam que denunciar continua sendo um passo essencial para responsabilizar os autores e impedir que novas vítimas sejam atingidas.
Em situações de flagrante ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Nos demais casos, a denúncia pode ser feita por diferentes canais:
- Disque Denúncia 181 (Minas Gerais): denúncias anônimas e gratuitas;
- Disque 100: canal nacional para violações de direitos humanos;
- Delegacias da Polícia Civil: registro presencial de boletim de ocorrência;
- Delegacia Virtual da Polícia Civil de Minas Gerais: para os casos em que o registro on-line estiver disponível;
- Ministério Público de Minas Gerais: recebimento de denúncias e acompanhamento de investigações;
- Defensoria Pública: orientação jurídica gratuita às vítimas;
- SaferNet Brasil: casos de racismo praticado na internet ou em redes sociais.
Especialistas recomendam que a vítima reúna o maior número possível de provas, como mensagens, fotografias, vídeos, áudios e identificação de testemunhas. Quanto mais cedo a ocorrência for registrada, maiores são as chances de preservar elementos importantes para a investigação.
Após a denúncia, a Polícia Civil pode instaurar inquérito policial. Havendo indícios da prática criminosa, o Ministério Público poderá oferecer denúncia à Justiça. Além da responsabilização criminal, a vítima também pode buscar indenização por danos morais na esfera cível.
LEIA MAIS!
- Fugindo da fome, da violência e das guerras: como Uberlândia acolhe refugiados e imigrantes
- Congado é alvo de ataque com urina durante cortejo em Uberlândia
Uma transformação que depende de toda a sociedade
Ao longo das entrevistas, um ponto em comum se repete entre as fontes ouvidas pela reportagem: embora o Brasil tenha avançado nas últimas décadas em políticas de inclusão, ampliação do acesso à educação e reconhecimento da pauta racial, as desigualdades seguem estruturais e ainda atravessam todas as áreas da vida social.
Os dados apresentados na reportagem mostram que pessoas negras já são maioria da população brasileira, mas continuam em desvantagem quando o recorte é renda, ocupação, escolaridade e acesso a cargos de liderança. Em todos os indicadores analisados, a cor da pele ainda influencia diretamente as oportunidades.
Para especialistas, o desafio atual não está apenas em ampliar o acesso, mas em garantir permanência, mobilidade social e equidade real nas estruturas de poder. Isso inclui desde a educação básica até o mercado de trabalho, passando por políticas públicas, ambiente universitário e atuação do setor privado.
Na avaliação das fontes, as políticas de ações afirmativas representam um marco importante de transformação social, especialmente no ensino superior. No entanto, os avanços ainda são considerados insuficientes diante da profundidade das desigualdades históricas.
Para o professor aposentado da UFU, Guimes Rodrigues Filho, é necessário fortalecer políticas públicas e avançar na construção de uma educação efetivamente antirracista.
Na visão do docente da UFU, Gérson de Sousa, o enfrentamento ao racismo também passa pelo reconhecimento da identidade coletiva e pela compreensão de que as desigualdades atuais são resultado de processos históricos ainda em curso.
Já para o jornalista recém-formado pela UFU, Marcus Purccino, o desafio também é pessoal e cotidiano, marcado por barreiras sociais, econômicas e simbólicas que ainda limitam o acesso de pessoas negras a determinados espaços.
No setor produtivo, o diretor executivo do ID_BR, Tom Mendes, reforça que o combate à discriminação racial exige ações concretas e permanentes, que vão além do discurso institucional.
No Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, as diferentes perspectivas convergem para uma mesma conclusão: enfrentar o racismo no Brasil não é uma pauta pontual, mas um processo contínuo que exige políticas públicas, mudanças estruturais e compromisso coletivo para que a igualdade deixe de ser apenas um objetivo e se torne uma realidade concreta.
Siga acompanhando o Paranaíba Mais e confira outras matérias exclusivas sobre temas que impactam a nossa sociedade.