Tudo o que se sabe sobre a brasileira desaparecida em Veneza
Após morte do marido em violento acidente de barco, família de jovem brasileira desaparecida no mar faz apelo urgente por ajuda para acompanhar as buscas na Europa.
Uma brasileira, natural de Ribeirão Preto, está desaparecida em Veneza, na Itália, após um acidente aquático que matou seu marido. Gabriela Quirino, de 26 anos, estava casada há três meses com o italiano Sean Micheli, de 25 anos. O casal estava em uma embarcação que afundou após uma colisão com um táxi aquático, no Canal de Tessera. O acidente ocorreu no último sábado (12), e equipes de resgate ainda buscam por ela.

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Sean era pescador e morava em Burano, na Itália, e ambos começaram a trabalhar juntos depois do casamento. A brasileira estava no país há cerca de dois anos. O Italiano sofreu traumatismo craniano e foi encaminhado para um hospital na região. As equipes de resgate conseguiram encontrar a embarcação, com pertences de Gabriela que é procurada no local do acidente, que fica na Lagoa de Veneza.
À TV Record, a mãe da desaparecida em Veneza contou que a filha e o genro estavam acostumados a navegar naquela região, e expressou sua angústia por falta de informações concretas. A mulher pretende viajar à Europa para acompanhar as buscas pela filha. A polícia italiana continua investigando as circunstâncias do acidente, enquanto o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, informou que está em contato com as autoridades locais e presta apoio à família brasileira.
Segundo o jornal italiano Il Massaggero, a irmã de Gabriela, Maria Eduarda, foi às redes sociais pedir por ajuda para conseguir ir até o país do acidente. No post, teria afirmado que não tem condições financeiras nem a documentação necessária para ir acompanhar as buscas pela irmã desaparecida em Veneza.
“Minha irmã é brasileira e vive na Itália, onde é casada com um italiano. Há cerca de 24 horas suspeita-se que ela estivesse no barco junto com ele quando ocorreu o grave acidente. O marido da minha irmã está internado em condições gravíssimas, em coma, mas infelizmente minha irmã continua desaparecida no mar. Nossa família está desesperada e pede ajuda para dar a máxima visibilidade ao caso e intensificar as buscas. Preciso ir à Itália para acompanhar as buscas e ficar perto da minha família, mas não tenho passaporte nem condições econômicas para enfrentar a viagem. Compartilhem e nos ajudem com qualquer informação, contato ou forma de apoio”, escreveu nas redes sociais antes da notícia da morte do cunhado.
Ainda de acordo com a imprensa local, existe a suspeita de que o casal teria discutido dias antes do acidente, e Gabriella teria telefonado para casa dizendo que queria voltar ao Brasil. Este elemento deve ser investigado pelas autoridades italianas.
Acidente que deixou brasileira desaparecida em Veneza
Segundo o jornal italiano, a colisão foi extremamente violenta. As primeiras apurações apontam que a colisão ocorreu em alta velocidade. Segundo os investigadores, o táxi aquático teria chegado a cerca de 40 km/h, o dobro do limite permitido naquele trecho da lagoa, que é de 20 km/h. A velocidade é considerada uma das principais hipóteses para explicar a gravidade do acidente, conforme os levantamentos e as perícias realizadas na embarcação de Michieli.
O impacto atingiu violentamente a lateral do pequeno barco, onde estava o jovem veneziano de 25 anos, e fez com que a esposa, Gabriella, que ocupava a parte dianteira, fosse lançada à água. Com aproximadamente 40 toneladas, o táxi aquático teria aparecido repentinamente no caminho do casal enquanto seguia pelo canal. As análises iniciais indicam que os barcos se chocaram em um ângulo próximo de 90 graus.
De acordo com a dinâmica reconstruída até o momento, o táxi aquático seguia pelo canal no sentido do aeroporto, enquanto Michieli e a esposa faziam a travessia de uma margem para a outra. Os próprios taxistas teriam sido os primeiros a chegar ao local para prestar socorro.
Quando as testemunhas se aproximaram da embarcação atingida, Michieli estava inconsciente e ensanguentado dentro do barco. Gabriella, no entanto, já havia desaparecido da área do acidente.
Após a colisão, o motorista do táxi aquático deixou os passageiros sob os cuidados de outro profissional e retornou ao local para auxiliar no atendimento ao jovem ferido. Ele permaneceu por horas prestando depoimento às autoridades, que também solicitaram exames toxicológicos.
O caso passou a ser investigado pelo Ministério Público italiano sob a suspeita de “homicídio náutico”.
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