“Serial killer de São Paulo” é descartado pela Polícia e corpos sobem para 23; entenda investigações
Corpos achados desde 5 de setembro chegam a 23, mas a Secretaria de Segurança descarta a ação de um serial killer de São Paulo e aponta o tribunal do crime.
A polícia descarta a existência de um suposto “serial killer de São Paulo”, mesmo após o número de corpos encontrados na capital e na Grande São Paulo chegar a 23 desde 5 de setembro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as mortes não têm um único autor e seguem a lógica do tribunal do crime, sistema em que facções ou organizações criminosas julgam e punem quem desrespeita as regras do grupo.

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O número cresceu nas últimas horas e chamou atenção pela repetição de cenas semelhantes. Segundo a pasta, os corpos apareceram de três maneiras recorrentes: amarrados e envoltos em sacos plásticos ou cobertores, queimados até a carbonização ou lançados em córregos e rios. Esse padrão, avalia a polícia, combina com métodos já conhecidos de organizações criminosas.
Por que a polícia descarta o suposto serial killer de São Paulo
O argumento central das autoridades está no histórico das vítimas já identificadas. A maioria tinha passagem pela polícia, o que, na avaliação da Segurança Pública, reforça a suspeita de ação do crime organizado e enfraquece a tese de um único assassino escolhendo alvos ao acaso.
A diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, deu detalhes em entrevista à RECORD. Segundo ela, nos casos sob responsabilidade do departamento, todas as vítimas tinham envolvimento com o crime. Algumas respondiam por crimes sexuais, outras deviam a traficantes, e houve ainda quem tivesse ligação com grupos de tráfico de outros estados.
Ivalda também afirmou que é cedo para dizer que o crime organizado tenta mandar um recado à sociedade. Os casos, explicou, não têm ligação direta entre si, e em alguns deles os mortos eram de fora de São Paulo.
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Como a investigação dos 23 corpos está dividida
Em nota, a Segurança Pública informou que 17 das 23 ocorrências foram registradas como homicídio e são apuradas uma a uma pela Polícia Civil. Catorze delas ocorreram na capital e estão com o DHPP. As outras três aconteceram em Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo e ficam com as delegacias de cada cidade.
Duas mortes registradas na manhã desta quinta-feira (22), nas zonas oeste e leste da capital, entram em outra categoria. O 7º DP (Lapa) e o 69º DP (Teotônio Vilela) as tratam como mortes suspeitas, pois as vítimas não tinham sinais de violência. A polícia espera os laudos periciais já requisitados para entender o que aconteceu.
Até agora, segundo a polícia, uma pessoa foi presa e outra foi identificada e já tem prisão decretada. Outras seis são investigadas como possíveis autoras de parte das mortes.
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O caso mais recente ligado ao suposto “serial killer de São Paulo”
A ocorrência mais recente foi registrada na noite desta quinta-feira, na rua Paulo da Silva, número 154, no Jardim do Lago. A vítima foi identificada como Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares da 4ª Companhia do 16º Batalhão Metropolitano faziam patrulha quando receberam um chamado para checar uma atitude suspeita. No local, um terreno baldio usado para descarte de entulho, os agentes encontraram o corpo com as mãos amarradas e a cabeça coberta por um saco plástico.