Procurado pela Interpol por contrabando de migrantes é extraditado do México e preso em BH

Brasileiro de 53 anos, condenado a mais de 13 anos de prisão, coordenava por telefone a migração ilegal de brasileiros aos EUA e foi preso pela PF em Belo Horizonte.

, em Uberlândia

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Um homem procurado pela Interpol por comandar uma rede de migração ilegal voltou ao Brasil nesta sexta-feira (23) para cumprir pena. A Polícia Federal (PF) participou da extradição do brasileiro de 53 anos, natural de São Paulo, que vivia no México e já havia sido condenado a 13 anos e 2 meses de reclusão, além de multa.

PF participa da extraditação de procurado pela Interpol por promoção de migração ilegal
PF participa da extraditação de procurado pela Interpol por promoção de migração ilegal – Crédito: Divulgação/PF

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A condenação envolve dois crimes: promover a migração ilegal e enviar menores de idade ao exterior com finalidade de lucro. A ordem de prisão partiu da Justiça Federal de Minas Gerais e, por causa dela, o nome do condenado entrou na lista de alerta vermelho da Interpol, o que permite a captura em qualquer país ligado ao sistema.

Procurado pela Interpol dava ordens a distância

Segundo as investigações da PF, o extraditado não precisava estar presente para fazer o esquema funcionar. Morando no México, ele conduzia as operações por telefone e repassava instruções diretas a integrantes do grupo no Brasil. O objetivo era levar brasileiros aos Estados Unidos de forma ilegal, e os migrantes pagavam valores elevados pelo serviço.

A rede também contava com outras pessoas, encarregadas de dar suporte logístico a quem queria entrar nos Estados Unidos pelo território mexicano. Cabia a elas providenciar documentos de viagem, como passagens aéreas e reservas de hospedagem, e cuidar da parte financeira do negócio. Isso incluía receber os pagamentos e formalizar garantias para as dívidas que os próprios viajantes assumiam.

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O caminho do dinheiro

A PF apurou que grande parte do dinheiro pago pelos migrantes não ia direto para o chefe do grupo. Os depósitos caíam, em sua maioria, em contas bancárias de terceiros e depois seguiam para o exterior por meio de transferências. Para isso, o esquema usava contas de intermediários, os chamados laranjas, indicados pelo próprio criminoso.

Destino após a extradição

Ao chegar ao país, o homem foi levado ao Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional, o Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte. Ele permanecerá no local à disposição da Justiça.

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