Alunas de Uberlândia representarão o Brasil em simulações da ONU de Harvard e Yale
As jovens foram selecionadas para integrar a Internationali Negotia e representarão Uberlândia em duas das principais simulações estudantis da ONU
Duas estudantes de Uberlândia foram selecionadas para participarem de importantes simulações da Organização das Nações Unidas (ONU), nos Estados Unidos.
Laura Rodrigues, do 9º ano, e Julia Brito de Oliveira, do 8º ano, são alunas do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Uberlândia (CAp/UFU) e participarão, em janeiro de 2027, de conferências acadêmicas nas universidades de Harvard e Yale.

As jovens foram selecionadas para integrar a Internationali Negotia e representarão Uberlândia em duas das principais simulações estudantis da ONU: a Harvard Model United Nations (HMUN) e a Yale Model United Nations (YMUN).
Os eventos reúnem estudantes de diferentes países para debater questões internacionais, exercitar a diplomacia e propor soluções para desafios globais.
Grupo de Estudos, Pesquisas e Inovações Tecnológicas
Laura e Julia integram o Grupo de Estudos, Pesquisas e Inovações Tecnológicas (GEPIT), iniciativa voltada a estudantes da educação básica e coordenada pela professora de Matemática do CAp/UFU, Maísa Gonçalves da Silva. As duas também são bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A seleção ocorreu em duas etapas. Na primeira, as candidatas preencheram um formulário com informações pessoais e produziram um texto de até 300 palavras sobre suas trajetórias e objetivos. Depois, participaram de uma entrevista on-line e fizeram uma apresentação em inglês. Ao final da entrevista, receberam a confirmação de que haviam sido selecionadas.
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Segundo a professora Maísa, o histórico acadêmico e a participação das estudantes em diferentes atividades foram importantes para a conquista das vagas.
“Um dos critérios da seleção foi literalmente a análise do currículo. A gente tem uma vantagem em relação à composição do currículo ofertado aqui no CAp/UFU, que é a possibilidade de atividades complementares que acabam formando esse sujeito com uma pluralidade de atividades, um currículo mais diverso”, disse.

Pesquisa científica e interesse pela diplomacia
Laura desenvolve pesquisas e participa de projetos de iniciação científica desde o 5º ano do ensino fundamental. Segundo ela, seu trabalho tem como foco metodologias para incentivar a participação de meninas em áreas historicamente ocupadas por homens, como robótica, eletrônica e física.
“Desde pequena fui incentivada a ir além do que a escola oferece. Tive contato com projetos que me permitiram explorar diferentes temas e assuntos que me interesso”, disse a estudante.

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Já Julia destaca a comunicação e o desejo de contribuir com a sociedade como algumas das principais características que despertaram seu interesse pelas atividades acadêmicas e pelas simulações internacionais.
A estudante vê as conferências como uma oportunidade de conhecer diferentes culturas, ampliar sua visão de mundo e desenvolver habilidades importantes para sua formação.
“Considero essas experiências fundamentais para aprimorar meu inglês, especialmente em contextos formais e diplomáticos, desenvolver minha oratória e comunicação e ampliar minha formação extracurricular e acadêmica”, disse.
Como funcionam as simulações da ONU?
Durante as simulações, cada participante representa um país e assume o papel de um delegado. A partir da apresentação de um problema ou tema de relevância internacional, os estudantes precisam debater, negociar e buscar soluções que possam ser aceitas pelos diferentes representantes.
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A dinâmica exige habilidades de liderança, argumentação, comunicação, cooperação e conhecimento sobre relações internacionais.
Viagem custa R$ 30,5 mil por estudante
Apesar da conquista, as estudantes ainda enfrentam um desafio para transformar a oportunidade em realidade: o custo da viagem.
A estimativa é de aproximadamente R$ 30,5 mil para cada aluna, sem incluir despesas com alimentação e transporte local nos Estados Unidos. Diante do valor, Laura e Julia buscam apoio financeiro para conseguir participar das conferências em janeiro de 2027.
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