Pai não pôde ser preso após agressões à filha em Uberlândia; entenda
Polícia informou que a criança tem diagnóstico provisório de Transtorno do Espectro Autista (TEA); caso já é acompanhado pelo Conselho Tutelar
A Polícia Militar de Uberlândia identificou o homem que foi flagrado em vídeo agredindo e ameaçando uma criança dentro de um carro na tarde de segunda-feira (13), no bairro Jardim Holanda.
Segundo o capitão Lanes, em entrevista à TV Paranaíba, não foi possível realizar a prisão em flagrante pelo fato do suspeito ter sido identificado após as primeiras 24 horas do caso.
As investigações iniciais apontaram que o envolvido é o pai da vítima, uma menina de 5 anos que possui um diagnóstico provisório de Transtorno do Espectro Autista (TEA), que ainda está em investigação.

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O que diz a Polícia Militar
Em nota oficial, a Polícia Militar informou que foi acionada após receber denúncias sobre a suposta situação de maus-tratos nas proximidades de uma unidade escolar, com relatos de que a ação havia sido gravada por testemunhas.
Durante as diligências na Alameda Deocleciano Martins, próximo à Escola Estadual Alda Mota Batista, a equipe apurou que a menina apresenta episódios recorrentes de crise comportamental devido ao quadro de saúde em investigação, demandando apoio frequente de familiares e da equipe escolar.
A PM ainda confirmou na nota que, durante um desses episódios, no deslocamento da criança para casa, ocorreu a suposta agressão praticada pelo pai.
De acordo com o capitão Lanes, em entrevista, as equipes verificaram junto à patrulha escolar, à comunidade local e aos colegas de trabalho do homem a relação entre pai e filha. O relato inicial é de que ele é um pai presente e que cuida bem da filha no dia a dia, havendo informações, inclusive, de que ele exerce a criação da menina sozinho.
O militar reforçou que não será feito juízo de valor neste momento e que todas as informações coletadas estão sendo formalizadas e enviadas aos órgãos competentes para a devida apuração, entre eles a Polícia Civil, Conselho Tutelar e Ministério Público.
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Conselho Tutelar já acompanha o caso de agressões
O 2º Conselho Tutelar de Uberlândia informou, por meio de nota, que não havia recebido qualquer comunicação oficial sobre o caso até o horário do almoço desta terça-feira (14). As conselheiras do colegiado tomaram conhecimento do ocorrido diretamente pela veiculação da reportagem da TV Paranaíba.
O órgão ressaltou que a localização e o endereço relacionados ao caso só foram descobertos após o envio de um e-mail com os dados feito pela própria emissora.
Com as informações em mãos, o Conselho Tutelar confirmou que adotará as providências necessárias, aplicando as medidas de proteção cabíveis para resguardar a integridade da menor, conforme as atribuições previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Relembre o caso
O caso ganhou repercussão após uma telespectadora flagrar a situação de violência e enviar as imagens para a reportagem. O vídeo registrou o homem gritando, fazendo ameaças e agredindo a criança na porta de um veículo. A testemunha tentou registrar a placa do carro, mas a imagem não permitia uma identificação conclusiva imediata.
Veja o vídeo:
Em entrevista concedida antes da identificação do pai, o promotor de Justiça Epaminondas da Costa, que atua na defesa da infância e do adolescente em Uberlândia, relembrou que a legislação brasileira proíbe qualquer tipo de violência que cause sofrimento físico ou mental.
O promotor ressaltou que, após a análise completa do caso pelas autoridades, a Justiça pode determinar medidas protetivas que incluem o afastamento do agressor do lar, ressaltando que a prioridade da rede de proteção é retirar o agressor do convívio, e não a criança.
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