Morre jovem que ficou tetraplégico após ser baleado por patrão em MG

O jovem que ficou tetraplégico estava em uma confraternização entre amigos em São Gotardo

, em Uberlândia

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Morreu nesta quinta-feira (9), em São Gotardo, o jovem Antônio Augusto Fonseca, de 18 anos, que ficou tetraplégico após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante uma confraternização realizada em dezembro de 2024.

jovem andando de cavalo
Morre jovem que ficou tetraplégico após ser baleado por patrão em MG – Crédito: Reprodução/ redes sociais

Segundo a família, Antônio estava internado desde a última segunda-feira (6) devido a um quadro de pneumonia. Durante o período de internação, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.

Jovem que ficou tetraplégico: relembre o caso

O jovem foi baleado dia 28 de dezembro de 2024, durante uma confraternização em um haras localizado às margens da MG-235, em São Gotardo.

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o autor do disparo é o filho de um vereador do município. Ainda conforme a PCMG, as testemunhas relataram que o jovem se afastou do grupo de convidados e efetuou disparos de arma de fogo para o alto, que atingiu Antônio.

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Conforme a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o projétil atravessou a região cervical, atingiu a coluna e perfurou um dos pulmões da vítima, deixando o jovem tetraplégico.

A advogada de Antônio, Camila Dias, informou que a família deseja justiça. “Queremos que o acusado pague pela morte do Antônio”, disse a advogada.

Acusado irá a júri popular

Em junho deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu levar o acusado a júri popular. A decisão entendeu que existem indícios suficientes para que os jurados avaliem se o acusado assumiu o risco de matar ao realizar disparos em um ambiente com diversas pessoas.

Segundo a PCMG, o réu admitiu ter consumido bebida alcoólica antes da confraternização e confessou que efetuou 2 tiros como forma de “comemorar”.

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O acusado responde ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares determinadas pelo TJMG. A reportagem entrou em contato com o TJMG, mas até o momento não obteve resposta.

Defesa diz que não houve intenção

Em nota, a defesa do acusado informou que recorre da decisão de juri popular. “A defesa sustenta que a reconstituição realizada pela PCMG demonstra que o acusado estava a mais de 14 metros da vítima e de costas para a vítima no momento do disparo”, disse o advogado Fernando Rabelo.