Irmã de jovem queimado em Lagamar cobra justiça: “Foi uma crueldade”

Luiz Emanuel segue internado há um mês após ter o corpo atingido por fogo em uma fazenda. Suspeito está preso e defesa tenta liberdade na Justiça

, em Uberlândia

O caso do jovem queimado em Lagamar voltou a repercutir após a família de Luiz Emanuel Maciel Marcolino, de 22 anos, falar sobre o estado de saúde da vítima e cobrar uma resposta da Justiça. Internado há um mês, o jovem segue em recuperação depois de ter o corpo atingido por fogo durante uma confraternização em uma fazenda na zona rural do município.

O investigado, também de 22 anos, teve a prisão preventiva decretada e responde por tentativa de homicídio qualificado. A defesa afirma que ele não estava foragido e informou que pretende pedir habeas corpus ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Luiz Emanuel Maciel Marcolino jovem queimado em Lagamar
Vítima que teve corpo queimado por amigo, segue internado em Patos de Minas – Crédito: Record BH/Reprodução

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Jovem queimado em Lagamar segue internado

Segundo a irmã da vítima, Jussara Garcia, Luiz permanece internado no Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, sem previsão de alta. Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em aproximadamente 50% do corpo, já passou por cirurgias para retirada de pele e ainda pode precisar de enxertos.

A recuperação, segundo a família, tem sido marcada por dores intensas, uso contínuo de medicamentos e tratamento contra uma infecção. “Ele ainda sente muita dor. Está sendo um processo muito difícil para todos nós”, relatou Jussara.

Família relata como o crime aconteceu

De acordo com a irmã, o desentendimento começou após uma brincadeira entre amigos durante a confraternização. Luiz teria colocado uma música que já havia sido motivo de piadas em outro encontro, o que teria irritado o investigado.

Segundo o relato da família, o suspeito pegou um galão de gasolina, despejou o combustível sobre a barraca onde Luiz descansava e, em seguida, ateou fogo com um isqueiro.

Para Jussara, a sequência dos fatos demonstra que houve tempo para que ele desistisse da ação. “Foi uma crueldade. Ele teve tempo para pensar no que estava fazendo e, mesmo assim, colocou fogo no meu irmão”, afirmou.

Luiz só conseguiu sobreviver porque foi socorrido rapidamente pelos amigos que estavam na fazenda e levado ao hospital de Lagamar. Em razão da gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para Patos de Minas.

Casa onde investigado teria ateado fogo em barraca de amigo
Investigado teria ateado fogo em barraca que estava dentro da sala de sua casa, em uma fazenda na zona rural de Lagamar – Crédito: Record BH/Reprodução

Prisão preventiva e versão da defesa

A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva na última quinta-feira (2). O investigado foi encaminhado ao Presídio Sebastião Sátiro, em Patos de Minas, onde permanece à disposição da Justiça.

A defesa informou que discorda da decisão judicial. O advogado Cássio David Araújo afirmou que o investigado possui residência fixa, é réu primário, não tem antecedentes criminais e permaneceu na cidade durante todo o período das investigações.

Já a família contesta essa versão e cita o boletim de ocorrência, que registra que o suspeito não foi localizado no local após o incêndio.

Família espera condenação

Com o apoio de um advogado que atua como assistente de acusação, os familiares acompanham o andamento do processo e esperam que o caso tenha uma resposta da Justiça.

Enquanto a defesa tenta revogar a prisão preventiva, Luiz segue internado, enfrentando uma recuperação considerada longa. A expectativa da família é de que ele ainda passe por novos procedimentos médicos e conviva com sequelas permanentes em razão das queimaduras.

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