Família não aceita versão de suicídio de esposa de PM em SP

Esposa de PM é encontrada morta com tiro na cabeça em Embu das Artes; soldado Vinícius Costa foi preso nesta segunda-feira (7), suspeito de participar do crime

, em Uberlândia

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A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de uma esposa de PM. A técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, morreu com um tiro na cabeça dentro de casa, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Nesta segunda-feira (7),o marido dela foi preso, o soldado da Polícia Militar Vinícius Costa, suspeito de participar da morte.

Esposa de PM: Vinícius Costa foi detido no velório de Larissa da Cruz Morata, que foi encontrada morta em casa, com um tiro na cabeça
Vinícius Costa foi detido no velório de Larissa da Cruz Morata, que foi encontrada morta em casa, com um tiro na cabeça – Crédito: Reprodução/Redes Sociais

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Larissa deixou um filho de apenas 2 anos e, segundo parentes ouvidos pela TV Record,  vinha fazendo planos para o futuro. Esse detalhe reforça, na visão da família, a desconfiança em torno da hipótese de suicídio levantada pelo próprio marido logo após o crime.

Versão do marido é contestada pela família

Ao prestar depoimento, Vinícius afirmou que passou a noite fora de casa e que, ao retornar na manhã seguinte, encontrou a esposa já baleada, supostamente com a própria arma de fogo. A narrativa, no entanto, não convenceu os parentes de Larissa, que reagiram assim que souberam do óbito.

A avó da vítima resumiu o sentimento da família em poucas palavras: ela garantiu que a neta não tirou a própria vida, já que tinha planos e era ligada ao filho pequeno. À TV Record, a mulher afirmou que conversou com Larissa horas antes dela ter sido encontrada morta, momento em que a vítima afirmou ter terminado o relacionamento com o marido. 

Ainda no dia da morte, familiares tentaram barrar a liberação do corpo no Instituto Médico Legal, na tentativa de que uma perícia mais detalhada fosse realizada antes do sepultamento. Mesmo assim, o marido conseguiu agilizar a liberação, o que ampliou as suspeitas sobre a condução inicial do caso. Escoltado, não quis falar com a imprensa sobre o que aconteceu. 

“E a gente não quer que o corpo saia daqui. Nós entramos em contato com a funerária, mas já haviam entrado em contato antes da gente.O Vinícius, desde ontem, não falou com a gente. Não passou notícias, está marcando o velório, o funeral, mas não falou nada. A gente ouviu papo de cremação, que queria cremar o corpo, a família não autorizou. E o corpo não vai sair daqui até a delegada liberar”, disse uma prima da vítima à TV Record.  

Larissa morava com o marido e o filho de dois anos, e a irmã do PM mora nos fundos da casa. Segundo a TV Record, a mulher contou que esteve na casa de Larissa e Vinícius horas antes da morte da cunhada. À polícia, afirmou que o casal havia brigado e conversado sobre o fim do casamento. 


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Perícia e prisão do soldado

Para tentar esclarecer o que houve dentro da residência do casal, foram solicitados exames para verificar a presença de resíduos de pólvora tanto nas mãos de Larissa quanto nas mãos de Vinícius. A agilidade na liberação do corpo, somada aos primeiros elementos colhidos pela Delegacia de Embu das Artes, motivou a decretação da prisão temporária do soldado.

Por se tratar de um policial militar, Vinícius foi apresentado à Corregedoria da corporação antes de ser encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes (PMRG), unidade destinada a PMs presos no estado de São Paulo.

O que diz a Secretaria de Segurança Pública

Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a prisão temporária foi cumprida depois que as investigações apontaram indícios de infração penal, considerando a dinâmica dos fatos e os elementos objetivos já reunidos pela polícia. O órgão reforçou que o caso segue sendo tratado como morte suspeita e que as diligências continuam para esclarecer todas as circunstâncias.

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Sepultamento da esposa de PM e próximos passos da investigação

O corpo de Larissa é sepultado nesta segunda-feira (7), em Taboão da Serra, cidade vizinha a Embu das Artes. Amigos e familiares devem acompanhar a cerimônia à espera de respostas sobre o que de fato aconteceu na noite do crime.

Nos próximos dias, a expectativa é de que novas testemunhas sejam ouvidas pela Polícia Civil, à medida que o inquérito avança para determinar se a morte da esposa de PM foi mesmo um suicídio, como alega o marido, ou se há indícios de um crime.

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