Tenente-coronel suspeito de matar esposa em SP é aposentado pela PM

Geraldo Neto está preso no presídio militar Romão Gomes, sob suspeita da morte da PM Gisele; tenente-coronel teria forjado suicídio da esposa

, em Uberlândia

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, foi transferido para a reserva e aposentado pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP) com salário integral. A decisão foi publicada pela corporação do Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quinta-feira (2).

Geraldo Leite Rosa Neto, Tenente-coronel suspeito de matar esposa em SP
Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel suspeito de matar esposa em SP – Crédito: Record/Reprodução

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Geraldo Leite, de 53 anos, foi preso no dia 18 de março, na região central de São José dos Campos. Ele está detido no presídio militar Romão Gomes, na capital paulista, e as investigações acontecem pela Corregedoria Militar e a Polícia Civil.

Conforme a portaria de inatividade, pela lei, o tenente-coronel tem o direito da aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade. Ele terá direito a cera de 97% do salário. Em fevereiro de 2026, Geraldo Leite recebeu salário de quase R$ 29 mil brutos, segundo o site de Transparência do Governo de São Paulo. Agora, ele passa a receber por volta de R$ 21 mil.

Relembre o crime

Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento no qual o casal morava, na capital paulista. O esposo, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. No entanto, a versão foi contestada pela família e posteriormente o registro foi alterado para morte suspeita.

Na versão de Geraldo Neto, de 53 anos, a mulher teria tirado a própria vida após uma discussão entre o casal. Ele teria proposto a separação. O tenente-coronel afirma que estava no banho quando ouviu o barulho de um disparo e, em seguida, teria encontrado Gisele já baleada no chão.

PM Gisele e marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto
Tenente-coronel afirmou que esposa teria se matado após discussão na qual ele propôs término – Crédito: Redes sociais

No entanto, as investigações apontaram para divergências no relato apresentado pelo marido. Um dos socorristas que atendeu à ocorrência foi ouvido pela polícia e afirmou que a arma estava bem encaixada na mão de Gisele, algo que ele disse nunca ter visto em casos de suicídio durante seus 15 anos de profissão.

Outra questão analisada pela polícia foi o tempo em que o marido teria levado para pedir socorro para a mulher após o disparo. Segundo uma vizinha, ela ouviu o barulho do tipo às 7h28, enquanto a primeira ligação feita pelo tenente-coronel parar pedir ajuda ocorreu às 7h57, cerca de 30 minutos depois.

O laudo da necropsia aponta que Gisele não estava grávida, nem havia consumido álcool ou drogas antes do incidente. Além disso, havia sinais de mãos e unhas no pescoço e no rosto da vítima, o que sugere uma possível esganadura.