Crimes em Uberlândia: veja os tipos mais comuns e como se proteger no dia a dia
Mesmo com redução de casos violentos em 2025, Uberlândia ainda enfrenta desafios com furtos, golpes e assaltos; saiba o que mostram os dados da Sejusp e veja dicas de prevenção
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Os crimes em Uberlândia registraram queda nos últimos meses, segundo dados do Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais. De janeiro a setembro de 2025, foram 1.038 registros de crimes violentos, o menor número dos últimos 13 anos. Apesar do cenário positivo, a sensação de insegurança ainda preocupa moradores, especialmente em casos de furtos, roubos e golpes financeiros, que seguem entre as ocorrências mais comuns.
A redução, segundo especialistas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), está ligada à integração entre as forças de segurança e à aplicação da metodologia IGESP Focal, que vem sendo testada em Uberlândia e outras cidades mineiras.
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Furtos e roubos: os crimes mais comuns nas ruas
Os furtos e roubos continuam sendo as principais ocorrências registradas na cidade. Em Uberlândia, a maior concentração desses crimes ocorre em áreas de grande circulação comercial, como o Centro, e em bairros de alta densidade, como Luizote de Freitas, Tibery e Martins.
De acordo com os dados da Sejusp, o número total de registros caiu 21,7% em 2025, comparado ao mesmo período do ano anterior, sinal de que as ações integradas estão surtindo efeito. No entanto, a atenção ainda deve ser redobrada em horários de pico, principalmente durante deslocamentos a pé, uso de transporte público ou saques em caixas eletrônicos.
Como se proteger:
- Evite o uso de celulares à vista em locais de grande movimento.
- Prefira carregar bolsas e mochilas à frente do corpo.
- Em caso de assalto, não reaja, priorize a segurança pessoal e registre boletim de ocorrência.
Golpes e “saidinhas de banco”: crimes que se reinventam
Outro tipo de crime que preocupa em Uberlândia são os golpes financeiros, principalmente os que envolvem transferências via PIX, falsos atendentes bancários e fraudes online. As chamadas “saidinhas de banco”, quando criminosos observam clientes após saques, também continuam em evidência, embora a atuação policial tenha reduzido os casos.
Segundo o ciclo mais recente do IGESP Focal (2023–2025), Uberlândia apresentou estabilidade nos crimes contra o patrimônio, interrompendo uma sequência de aumentos anuais. Essa estabilidade indica tendência de queda para o próximo ciclo, conforme a Sejusp.
Como se proteger:
- Evite realizar transações bancárias em locais públicos.
- Desconfie de mensagens e ligações pedindo transferências urgentes.
- Nunca compartilhe senhas ou códigos de segurança.
- Dê preferência a bancos digitais com autenticação em dois fatores.
Sequestros relâmpago: casos raros, mas que exigem atenção
Os sequestros relâmpago têm se tornado menos frequentes em Uberlândia, mas ainda despertam alerta. Normalmente, as vítimas são abordadas em estacionamentos ou durante paradas rápidas no carro, especialmente à noite.
Nos últimos anos, as forças de segurança têm reforçado o patrulhamento preventivo em regiões com histórico desse tipo de crime, o que ajudou a reduzir as ocorrências. Ainda assim, as autoridades recomendam prudência.
Como se proteger:
- Evite estacionar em locais ermos ou mal iluminados.
- Mantenha os vidros e portas do veículo sempre travados.
- Em caso de suspeita de perseguição, procure um local movimentado ou uma base policial.
O que dizem os dados

De acordo com o Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais, Uberlândia teve 1.038 registros de crimes violentos entre janeiro e setembro de 2025, uma redução de 21,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram 1.774 ocorrências.
Em 2017, a cidade havia registrado 6.246 crimes violentos, o pico da série histórica. Desde então, a taxa por 100 mil habitantes caiu mais de 75%, passando de 923 para 136 neste ano.
Esse avanço é resultado de ações conjuntas entre Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público, aliadas a programas estaduais como o IGESP Focal, que prioriza o monitoramento de Zonas Quentes de Criminalidade (ZQC), áreas com maior concentração de delitos.
Integração e prevenção: o caminho para cidades mais seguras
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, afirma que a integração entre os órgãos é o principal fator para o sucesso das ações. “O IGESP possibilita a união entre polícias, Judiciário e prefeituras, devolvendo à população um estado mais seguro e preparado para combater o crime”, destacou.
Em Uberlândia, o programa é executado pela Subsecretaria de Integração da Segurança Pública, que atua junto ao Comando de Policiamento do Triângulo Mineiro. O objetivo é mapear padrões criminais e planejar respostas rápidas, com base em dados e inteligência.