Mãe de bebê morto em Uberlândia é indiciada por homicídio qualificado

Investigação apontou motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da criança de 3 meses; pai, que também estava preso preventivamente, foi encontrado morto dentro de cela no dia 06 de junho

, em Uberlândia

A mãe do pequeno Matteo, bebê morto em Uberlândia no dia 03 de junho após agressões do próprio pai, foi indiciada por homicídio qualificado. A decisão foi tomada após conclusão do inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nesta terça-feira (16).

Os pais da criança já haviam sido presos preventivamente no dia 04 de junho, após audiência de custódia. O genitor, Wandersson Benedito Pereira da Silva, foi encontrado morto dentro da cela do Presídio Professor Jacy de Assis no dia 06, com sinais de autoextermínio.

Momento da prisão dos genitores:

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Mãe recebeu agravantes na determinação

De acordo com o relatório da instituição policial, a indiciação da investigada baseou-se na omissão no dever legal de proteção da vítima. A denúncia imputada a ela traz ainda três qualificadoras previstas no Código Penal:

  • Motivo fútil;
  • Meio cruel;
  • Impossibilidade de defesa da vítima.

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Casal chegou a mentir o motivo da morte do filho

Na época do caso, o Samu foi acionado por volta das 23h03 em uma residência localizada na Rua dos Marrecos, sob a alegação de que o bebê Matteo havia sofrido um engasgo enquanto era amamentado.

A equipe médica realizou manobras de reanimação por 35 minutos, mas a morte foi declarada na madrugada do dia 3 de junho.

Casa em que bebê morto em Uberlândia morava com genitores
Casa em que bebê morto morava com genitores – Crédito: Redes Sociais/Reprodução

A versão de engasgo foi desmentida pelo laudo pericial, que identificou múltiplos hematomas na face e na cabeça do recém-nascido, além de uma grave hemorragia cerebral decorrente de traumatismo por agressão física. Em depoimentos, o pai confirmou as agressões e a mãe disse que foi obrigada a mentir na primeira versão, sobre o engasgo, por ameaças do homem.

A outra filha do casal, uma menina de dois anos, segue sob medida de acolhimento do Conselho Tutelar e recebendo os cuidados da avó materna.