Justiça mantém prisão de médica acusada de mandar matar farmacêutica
Decisão da 3ª Vara Criminal aponta gravidade do crime, ausência de residência fixa e marca audiência de instrução para março de 2026
A Justiça manteve a prisão preventiva de Cláudia Soares Alves, médica acusada de mandar matar farmacêutica, no processo em que responde por homicídio qualificado pela morte de Renata Bocatto Denari, em Uberlândia.
A decisão é da 3ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia, que entendeu não haver excesso de prazo na tramitação do processo e que permanecem presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Cláudia Soares Alves e Paulo Roberto Gomes da Silva estão presos desde 5 de novembro de 2025, quando a prisão temporária foi convertida em preventiva.
Execução foi registrada por câmeras
Renata Bocatto Denari morreu no local após ser atingida por pelo menos seis tiros em frente à farmácia onde trabalhava, em 2020. Imagens da câmera de segurança do próprio estabelecimento registraram o crime, ocorrido por volta das 7h01 da manhã.
Nas gravações, Renata aparece dentro de um carro branco, aguardando a chegada do patrão para a abertura da farmácia. Ele chega de moto e, enquanto mexe no portão, ela sai do veículo e vai até a parte traseira.
Neste momento, é abordada por uma pessoa. Após alguns segundos de conversa, a farmacêutica é baleada e cai na calçada. O autor dos disparos foge de moto.
MAIS! Médica acusada de planejar morte e raptar criança vai ser julgada
Fundamentação da decisão
Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do crime, homicídio qualificado, considerado hediondo, e afirmou que há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria. Segundo o juiz, a prisão é necessária para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguração da aplicação da lei penal. No caso de Paulo Roberto, também pesa a acusação de adulteração de sinal identificador de veículo.
Ainda conforme a decisão, não há comprovação de residência fixa nem de ocupação lícita por parte dos acusados, o que reforça o risco processual.
Audiência marcada
A Justiça designou audiência de instrução para o dia 13 de março de 2026, às 15h. Nesta fase, serão ouvidas testemunhas e produzidas provas antes do envio do processo ao Tribunal do Júri.
Relembre o caso da médica acusada de mandar matar farmacêutica
O caso da médica acusada de mandar matar a farmacêutica ganhou ampla repercussão nacional após as investigações apontarem que o crime teria sido planejado com o objetivo de que a acusada assumisse os cuidados da filha da vítima.
A médica também já havia sido presa anteriormente por raptar uma recém-nascida no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), em processo separado.
Durante a apuração, a Polícia Civil encontrou na residência da acusada um quarto preparado para bebê, o que, segundo a investigação, reforçaria a motivação atribuída ao crime.
O portal tentou contato com a defesa de Cláudia Soares Alves e de Paulo Roberto Gomes da Silva. O advgado da médica informou que o processo está em segredo de justiça e que está esperando uma decisão do STJ. Informou ainda que aguarda o julgamento de um pedido de Habeas Corpus. A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Paulo Roberto.
