Taxista cobra R$ 30,3 mil por corrida de R$ 30,75, não responde turista argentino e diz que pensou ser gorjeta; dinheiro foi usado para pagar dívida e motorista é indiciado; entenda o caso
O turista argentino percebeu a cobrança no dia seguinte e tentou recuperar o dinheiro antes de procurar a polícia
Um taxista foi indiciado por suspeita de fraude eletrônica após um turista argentino pagar R$ 30.350 por uma corrida que custava R$ 30,75, em São Paulo. Segundo a investigação, o motorista afirmou à polícia que acreditou que o valor recebido fosse uma gorjeta.
O caso aconteceu no último dia 15, quando o argentino esteve na capital paulista para acompanhar o jogo entre São Paulo e Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana.
A diferença entre os valores chama atenção: a transação foi de aproximadamente mil vezes o preço da corrida.
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Turista tentou recuperar o dinheiro antes de procurar a polícia
Horas antes da partida, o turista chamou o táxi para fazer o trajeto entre a região dos Jardins, na Zona Oeste, e o Pacaembu, na região central de São Paulo.
A corrida ficou em R$ 30,75. No entanto, sem perceber o valor da transação, o argentino realizou um pagamento via Pix de R$ 30.350.
Ao perceber o erro, no dia seguinte, ele tentou entrar em contato com o motorista por mensagens e pediu a devolução da quantia. Segundo a investigação, o turista chegou a dizer que não pretendia procurar a polícia caso o dinheiro fosse devolvido.
Sem conseguir resolver a situação, ele procurou a Polícia Civil e registrou a ocorrência.
Polícia identificou taxista pela chave Pix
O caso passou a ser investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista.
A partir da chave Pix utilizada na transação, os policiais conseguiram identificar o motorista e o veículo usado no transporte do argentino.
Marcos Oliveira de Morais foi localizado durante uma fiscalização de rotina no trânsito. Segundo o delegado Luiz Alberto Guerra, da Divisão Especializada de Atendimento ao Turista, o taxista afirmou aos policiais que havia pensado que os R$ 30.350 fossem uma gorjeta.
O celular e a máquina de pagamentos utilizada pelo motorista foram apreendidos durante a investigação.
Motorista diz que usou dinheiro para pagar dívida
Segundo a Polícia Civil, o taxista devolveu apenas parte do dinheiro ao turista. As informações sobre o valor restituído variam no material divulgado sobre o caso: uma versão aponta R$ 9.700, enquanto outra informa cerca de R$ 11,7 mil já devolvidos.
O motorista afirmou, de acordo com os investigadores, que utilizou parte do valor para quitar uma dívida e que não teria condições de devolver imediatamente o restante.
Até o momento, não há acordo formal para a restituição da quantia que ainda não foi devolvida.
O taxista responde ao caso em liberdade e foi indiciado por suspeita de fraude eletrônica. O indiciamento ocorre durante a investigação e não significa condenação.
Táxi foi apreendido e cadastro cancelado
Além do celular e da máquina de pagamentos, o táxi utilizado na corrida foi apreendido durante a apuração.
O cadastro do motorista também foi cancelado pela SPTrans, responsável pela gestão do transporte público individual por táxi na capital paulista.
A Polícia Civil continua investigando o caso para verificar se o motorista contou com a participação de outras pessoas e se existem outras possíveis vítimas de golpes semelhantes.
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