Setembro Amarelo termina hoje: veja o que não pode acabar junto com a campanha
Mês chega ao fim nesta quarta-feira (30), mas prevenção ao suicídio, atenção aos sinais de sofrimento e busca por ajuda devem fazer parte da rotina durante todo o ano
O calendário chega ao último dia de setembro nesta quarta-feira (30), encerrando um mês marcado por ações de conscientização sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. O fim do Setembro Amarelo, no entanto, não encerra a necessidade de falar sobre o tema. O sofrimento emocional, os transtornos mentais e a busca por apoio não seguem o calendário e podem surgir em qualquer época do ano.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
A campanha tem como objetivo ampliar a conversa sobre saúde mental, estimular a busca por ajuda e chamar atenção para situações que podem passar despercebidas no cotidiano. Para o Ministério da Saúde, reconhecer sinais de sofrimento e procurar ajuda são medidas importantes dentro da prevenção.
Setembro acaba, mas a conversa precisa continuar
Ao longo do mês, escolas, empresas, serviços de saúde, instituições e órgãos públicos costumam promover palestras, rodas de conversa e outras atividades relacionadas à saúde mental. A proposta é colocar em evidência um assunto que muitas vezes permanece restrito à vida particular de quem está enfrentando dificuldades.
Mas a atenção não deveria desaparecer em outubro.
Mudanças persistentes de comportamento, isolamento, alterações importantes na rotina e manifestações de sofrimento podem merecer atenção, principalmente quando aparecem em conjunto. O Ministério da Saúde ressalta que esses sinais não devem ser analisados isoladamente e que não existe uma fórmula capaz de identificar com certeza uma crise suicida.
Por isso, ouvir alguém, levar uma queixa a sério e incentivar a busca por atendimento profissional podem ser atitudes importantes.
Saúde mental também precisa entrar na rotina
A saúde mental também envolve situações que fazem parte do cotidiano. Ansiedade, depressão, sofrimento relacionado ao trabalho, perdas, conflitos familiares e outras experiências podem afetar a rotina e, em alguns casos, exigir acompanhamento profissional.
O cuidado pode começar antes de uma situação chegar ao limite. Procurar um profissional de saúde, conversar com pessoas de confiança e buscar os serviços disponíveis na rede pública são caminhos possíveis para quem percebe que não está conseguindo lidar sozinho com determinada situação.
No SUS, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reúne diferentes pontos de atendimento, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços de urgência e emergência e hospitais.
O que fazer quando alguém próximo demonstra sofrimento?
Uma das formas de prevenção é prestar atenção às mudanças de comportamento e abrir espaço para uma conversa sem julgamentos.
Em vez de minimizar o sofrimento ou tentar encontrar rapidamente uma solução, a orientação é ouvir e incentivar a pessoa a procurar ajuda adequada. O Ministério da Saúde destaca que quem pede ajuda tem o direito de ser ouvido, respeitado e levado a sério.
Também é importante entender que uma pessoa pode precisar de acompanhamento profissional mesmo quando não existe uma situação de emergência.
Onde buscar ajuda
Quem estiver passando por uma crise ou perceber que alguém próximo precisa de ajuda pode procurar uma Unidade Básica de Saúde, um CAPS, uma UPA, um pronto-socorro ou um hospital. Em situações de emergência, o SAMU pode ser acionado pelo 192.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, todos os dias. O atendimento é sigiloso e pode ser acessado de qualquer lugar do Brasil.
O serviço também disponibiliza atendimento por chat e e-mail.
Leia Mais: Setembro Amarelo: por que ter alguém para conversar pode proteger a saúde mental?
O alerta continua depois da campanha
O Setembro Amarelo ajuda a colocar a saúde mental no centro da discussão, mas a prevenção não depende de uma campanha no calendário.
O dia 30 marca o encerramento de setembro. Mas não precisa marcar o encerramento das conversas.
Perguntar como alguém está, perceber uma mudança de comportamento, ouvir sem julgamento e procurar ajuda quando necessário são atitudes que devem acontecer em qualquer dia ou mês do ano.
Se você ou alguém próximo estiver em sofrimento, procure atendimento profissional. Em uma situação de emergência, ligue para o SAMU, pelo 192. Para conversar gratuitamente com o CVV, ligue 188.