Adenízia destaca força mental que levou o Praia Clube à final da Superliga: “É mais do que voleibol”
Entre críticas, lesões e pressão da torcida, Praia Clube reage na reta final, cresce nos playoffs e chega à decisão com nova postura
O Praia Clube chega à final da Superliga Feminina 2025/26 carregando mais do que números dentro de quadra. Após uma temporada marcada por lesões, críticas e instabilidade, o time de Uberlândia aposta na força mental construída ao longo dos últimos meses — fator destacado pela central Adenízia — para buscar o tricampeonato nacional.
A decisão será neste domingo (3), às 10h, contra o maior rival, Minas, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
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Casca criada na adversidade
Um dos pilares dessa mudança de cenário está na experiência de Adenízia Silva. A campeã olímpica em Londres 2012 destacou que o grupo precisou lidar com momentos difíceis ao longo da temporada para chegar mais fortalecido à decisão.
“Nós viemos de uma temporada de muita provação, de muitas dificuldades, lesões, e a gente teve que trabalhar isso ao longo do ano. E chegando nessa reta final, a gente até brinca com casca, com um grupo mais unido”, revelou a central.

Adenízia reforça que a final, sendo em jogo único, exige algo que vai além do técnico: “É o jogo com coração, com emoção, é mais do que voleibol. É você estar ali dentro, jogar tudo, deixar tudo. E a cabeça tem que estar no lugar sempre. Foi o que eu pedi para essas meninas todo tempo: acredita, cabeça, foco no ponto a ponto”.
O teste de fogo contra o Flamengo
Essa força psicológica citada pela capitã foi testada ao limite na semifinal contra o Sesc Flamengo. Após uma vitória dominante em Uberlândia, o Praia viveu um drama no Maracanãzinho: teve quatro match points no segundo jogo e viu a vitória escapar.
No jogo decisivo, o cenário foi ainda mais hostil, com o time sofrendo o empate após abrir 2 a 0 e precisando buscar forças em um tie-break eletrizante (15/13) para carimbar o passaporte para a final.

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A força que vem das arquibancadas
A relação com a torcida de Uberlândia também aparece como um combustível importante para o Praia na reta final da competição. “A Adenízia sem torcida não existe. Eles me completam muito, colocam o meu combustível e eu dou o combustível para eles. O que eu demonstro lá dentro é o mínimo que eles me dão: a paixão, a confiança, a coragem”, disse a central.

Crescimento no momento decisivo
Se Adenízia representa a liderança emocional, a ponteira Michelle Pavão traz a experiência de quem já conquistou a Superliga em duas oportunidades, com o Rio de Janeiro, em 2008 e 2009. Para a ponteira, o time soube transformar o sonho em realidade através da confiança adquirida na batalha contra o rubro-negro carioca.
“A equipe veio crescendo no momento certo, na hora certa. A equipe ganhou uma confiança em cada partida, então a gente foi vendo que era possível e a gente foi acreditando no nosso sonho cada vez mais”, afirmou Michelle.

A jogadora também fez um alerta sobre o nível de estudo necessário para enfrentar o Minas, um adversário que já cruzou o caminho do Praia cinco vezes na temporada: “A gente está muito concentrada para estudar bastante a equipe do Minas, porque é um clássico e as duas equipes se conhecem muito”.
Final no Ibirapuera
Praia e Minas voltam a se enfrentar em mais um capítulo de uma das principais rivalidades do vôlei feminino brasileiro. De um lado, a equipe de Uberlândia tenta coroar a reação na temporada com o tricampeonato. Do outro, o time de Belo Horizonte busca manter a hegemonia recente na competição e conquistar o heptacampeonato.
A final será disputada neste domingo (3), às 10h, em jogo único, no Ginásio do Ibirapuera, palco tradicional do esporte nacional.