“Viúva Negra”: iraniana é condenada à morte por matar 10 maridos em 20 anos

Conhecida como Viúva Negra, iraniana de 56 anos confessou matar ao menos 12 dos 13 maridos temporários com remédios e álcool industrial em duas décadas.

, em Uberlândia

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Uma iraniana de 56 anos foi sentenciada à morte pela Justiça do Irã depois de admitir que matou pelo menos uma dezena de maridos ao longo de vinte anos. Kolthoum Akbari, apelidada pela imprensa de Viúva Negra, teria se casado repetidas vezes por meio de uniões temporárias previstas na lei islâmica, sempre com homens mais velhos, antes de envenená-los aos poucos.

A "viúva negra iraniana" enfrenta múltiplas penas de morte após assassinar brutalmente pelo menos 10 de seus ex-maridos.
Kolthoum Akbari, de 56 anos, confessou uma série de crimes horríveis, de acordo com o gabinete de relações públicas do Judiciário da província de Mazandaran – Crédito: Reprodução/Redes Sociais

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De acordo com o gabinete de comunicação do Judiciário da província de Mazandaran, no norte do país, a mulher confessou ter matado 12 dos 13 companheiros com quem se uniu. A prática de matar maridos se repetiu de forma tão semelhante que investigadores levaram anos para conectar os casos, já que as vítimas viviam em cidades diferentes e as mortes eram registradas como naturais.

Iraniana usava casamentos temporários para se aproximar das vítimas

O método usado pela iraniana envolvia o sigheh, uma modalidade de casamento por prazo determinado reconhecida oficialmente no país. Nesse tipo de união, o homem paga um dote à mulher e o vínculo dura o período combinado entre as partes, sem exigir testemunhas para ser formalizado.

Segundo relatos das autoridades, Akbari escolhia homens idosos, negociava o dote e passava alguns meses convivendo com cada um deles antes de agir. As substâncias utilizadas variavam entre sedativos, remédios para pressão e diabetes e álcool industrial, muitas vezes misturados às bebidas ou refeições das vítimas.

Caso da iraniana veio à tona após morte de marido de 82 anos

A sequência de crimes começou a ser desvendada em 2023, quando Gholamreza Babaei, de 82 anos, morreu pouco depois de se casar com Akbari. Antes de falecer, ele teria contado aos filhos que a esposa o obrigava a tomar medicação para o coração e que passou a sentir mal estar constante após as doses.

Desconfiados, os filhos do idoso procuraram a polícia e registraram uma denúncia contra a iraniana. Foi durante o interrogatório que ela admitiu o assassinato do marido mais recente e revelou o histórico de mortes que se estendia desde o ano 2000.

Justiça iraniana aplica lei de talião contra a iraniana condenada

A pena foi definida com base na qisas, princípio de retaliação previsto na lei islâmica que permite às famílias das vítimas escolher entre a execução da condenada ou o recebimento de uma indenização financeira, conhecida como diya. Dez famílias optaram pela execução, enquanto ao menos uma aceitou a compensação em dinheiro.

Todos os bens de Akbari devem ser confiscados pela Justiça iraniana. Tanto a condenada quanto os familiares das vítimas têm um prazo de vinte dias, contados a partir da sentença, para recorrer da decisão em uma instância superior. Depois desse período, o veredicto se torna definitivo.

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Outros casos de assassinas em série no Irã

O episódio reacende a discussão sobre crimes cometidos por meio de casamentos temporários no Irã. Em 2006, outra mulher condenada por matar maridos, identificada como Mahin Qadiri, foi executada após ser considerada culpada pela morte de cinco companheiras de convívio próximo.

A execução de Akbari, caso confirmada após o julgamento dos recursos, deve ocorrer por enforcamento, método mais utilizado pelo sistema penal iraniano em sentenças de morte.

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