Conta de luz mais cara em MG: veja como driblar o aumento

Com reajuste aprovado pela Aneel e bandeira tarifária amarela em vigor, pequenas mudanças na rotina doméstica tornam-se a principal estratégia para evitar sustos na fatura

, em Uberlândia

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Com o reajuste médio de 6,50% aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a Cemig-D, os consumidores residenciais de baixa tensão enfrentam um aumento de 5,21% nas tarifas. O cenário, que já exige atenção devido à aplicação da bandeira tarifária amarela, reforça a necessidade de buscar eficiência no consumo diário. Para mitigar esse custo extra, especialistas apontam que ajustes simples no uso de eletrodomésticos podem representar uma economia mensal que, somada, supera os R$ 80.

Conta de luz
Cemig tem novo reajuste e bandeira amarela preocupa moradores de MG – Crédito: Cemig/Reprodução

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O índice de 5,21% para residências, que impacta diretamente cerca de 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais, reflete custos crescentes com a transmissão e a compra de energia, além de ajustes financeiros dos ciclos tarifários.

Para consumidores de alta tensão, o aumento médio foi ainda maior, atingindo 9,43%. Somado a isso, a bandeira amarela sinaliza uma condição de geração mais cara, elevando o valor do quilowatt-hora consumido.

Chuveiro elétrico é o vilão da conta de luz

O chuveiro permanece como o maior consumidor de energia nas residências. Em uma casa com quatro moradores e um aparelho de 5.500 watts, reduzir o tempo de banho de 12 para 8 minutos gera um impacto direto no bolso: uma economia mensal estimada em R$ 50,54.

“Em muitos casos, pequenas mudanças de comportamento já são suficientes para reduzir o consumo de energia”, afirma Filipe Randazzo, analista de Eficiência Energética da Cemig. Segundo o especialista, o objetivo não é abrir mão do conforto, mas eliminar o desperdício por meio do uso racional.

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Geladeira e iluminação certas podem reduzir gastos

Além do tempo de uso, a escolha dos equipamentos dita o valor da conta. A substituição de um refrigerador antigo por um modelo com Selo Procel pode reduzir a conta de luz em aproximadamente R$ 20,91 por mês.

Para potencializar essa economia, hábitos diários são essenciais:

  • Vedação: Verifique se a borracha da porta está em bom estado.
  • Abertura: Evite abrir a geladeira sem necessidade ou por tempo prolongado.
  • Alimentos: Nunca armazene recipientes quentes, pois o motor precisará trabalhar mais para resfriar o ambiente interno.

No campo da iluminação, a migração para a tecnologia LED é o caminho mais rápido para reduzir gastos. Em uma residência com 12 pontos de luz, a troca de lâmpadas fluorescentes por LED representa uma economia mensal de cerca de R$ 8,44, além de oferecer uma vida útil muito superior aos modelos tradicionais.

Ar-condicionado eleva consumo

Com a variação de temperaturas, o ar-condicionado costuma elevar o consumo exponencialmente. A recomendação técnica é priorizar modelos com tecnologia inverter e classificação A de eficiência energética. O uso de funções como o timer e a programação automática para desligar o aparelho durante a madrugada ou quando o ambiente não estiver sendo ocupado ajuda a manter o consumo sob controle.

“A eficiência energética não significa deixar de usar energia, mas utilizá-la de maneira mais inteligente”, reforça Randazzo. Ao adotar estas práticas, o consumidor consegue absorver o impacto do reajuste tarifário, mantendo o controle sobre os gastos essenciais da casa.