Aumento no salário mínimo é aprovado a partir de 1º de janeiro
Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou o reajuste de R$103
O Diário Oficial da União oficializou o aumento no salário mínimo, nesta quarta-feira (24). O decreto determina que o valor seja atualizado de R$ 1.518 para R$ 1.621, com um reajuste de 6,79%.

Desde janeiro de 2024, o governo definiu que os reajustes anuais do salário mínimo sejam calculados com base na inflação medida pelo INPC dos 12 meses anteriores. Também faz parte do cálculo a taxa de crescimento real do PIB do segundo ano anterior ao ano vigente.
Impacto do aumento no salário mínimo
De acordo com o último boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado mensalmente pelo Cepes-UFU, considerando o valor de custo da cesta básica e o salário mínimo atual de R$ 1.518, seria necessário que o trabalhador dedicasse 98 horas e 37 minutos do seu tempo para adquirir os produtos.
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Dentro dessa realidade, o Cepes ainda define que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família constituída por dois adultos e duas crianças (ou com três adultos) em Uberlândia, seria em torno de R$ 5.716,28 (mais do que o triplo recebido).
Como são feitas as correções
O Governo do Brasil garante que o salário seja reajustado anualmente, baseado na inflação e no PIB. A regra do reajuste do salário mínimo é feita a partir de duas correções:
- Pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%
- Pelo crescimento da economia de 2 anos.
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Em dezembro de 2024, o IBGE revisou os dados do PIB brasileiro e identific ou que houve uma expansão de 3,4% nos bens e serviços produzidos nacionalmente. Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, de acordo com o arcabouço fiscal, que determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.