Gasto com carro está entre os principais vilões da inflação em Uberlândia

Apesar do aumento em novembro, inflação em Uberlândia fechou o acúmulo anual melhor do que grandes centros no país

, em Uberlândia

Gastos com transporte, principalmente despesas com o veículo próprio, mais alimentação, vestuário e saúde foram os que mais impactaram a inflação em Uberlândia no mês de novembro. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (10), no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) públicado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômicos-Sociais (CEPES) da UFU.

A variação mensal foi de 0,23% e superou tanto a média nacional (IPCA), que resultou em 0,18%, quanto a inflação de Belo Horizonte, que fechou o mês com 0,14% de variação.

Gastos com veíuclo próprio impactaram inflação em Uberlândia, no mês de novembro. Crédito: Freepik
Gastos com veíuclo próprio impactaram inflação em Uberlândia, no mês de novembro. Crédito: Freepik

Apesar dessa crescente nos preços, Uberlândia se destacou na avaliação anual, ao apresentar um índice local de 3,03% e fechar o acumulado abaixo da média nacional, que foi de 3,92%. O município ainda teve uma inflação menor do que outras 13 cidades das 16 avaliadas pelo IPCA, tendo um desempenho melhor do que cidades como São Paulo (4,49%) , Brasília (4,15%), Curitiba (3,87%) e Belo Horizonte (3,55%)

Destaques na inflação em Uberlândia

De acordo com o boletim, a alta na inflação foi impactada principalmente por:

  • Transportes (+0,93%): com destaque para gastos com veículo próprio e despesas com combustíveis, gerando um impacto de 0,18 p.p. no índice geral;
  • Alimentação e bebidas (+0,39%): em novembro, gastos com frutas e alimentação fora de casa foram os que mais pesaram no bolso do uberlandense. O impacto foi de 0,10 p.p;
  • Vestuário (+1,07%): compra de roupas femininas representou um impacto de 0,04 p.p. e foi grupo que demonstrou uma variação maior em relação a outros itens de vestuário;
  • Saúde e cuidados pessoais (+0,15%): um aumento no preço de itens de higiene pessoal gerou um impacto de 0,02 p.p. na inflação.

Apesar do aumento nesses grupos, outros itens avaliados pelo IPC apresentaram deflação, ou seja, tiveram queda no mês de novembro. Os principais destaques de redução foram habitação (-0,31%), artigos de residência (-0,54%) e educação (-0,63%).

O boletim ainda descreve que, dentro desses itens que seguraram a inflação, o gás de cozinha ficou 2,22% mais barato, além de ter apresentado queda de 1,24% nos preços de eletrodomésticos e redução de 5,11% nos itens de leitura.

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Cesta básica apresentou queda

Além da divulgação do IPC, o CEPES também divulgou nesta quinta-feira (11) o boletim referente à variação de preços da Cesta Básica em novembro. O item teve uma redução de 0,78% em relação ao mês anterior e passou a custar R$ 680,43, frente ao valor anterior de R$ 685,79.

O tomate foi o item que mais teve queda no mês passado, fechando com o preço 15,70% menor, enquanto que a banana foi o que representou o maior aumento na cesta, fechando com alta de 12,30%.

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De acordo com o boletim, considerando o valor de custo da cesta básica e o salário mínimo atual de R$ 1.518, seria necessário que o trabalhador dedicasse 98 horas e 37 minutos do seu tempo para adquirir os produtos. Dentro dessa realidade, o CEPES ainda define que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família constituída por dois adultos e duas crianças (ou com três adultos) em Uberlândia, seria em torno de R$ 5.716,28 (mais do que o triplo recebido).