Pequi sem espinhos? entenda pesquisa inovadora da UFU
O objetivo da pesquisa é desenvolver o pequi sem espinhos internos, característica que pode facilitar o consumo
Mateus Oliveira , em Uberlândia
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A Universidade Federal de Uberlândia (UFU), por meio do grupo de pesquisa Biotecnologia, Genética e Melhoramento de Plantas, trabalha na criação de cultivares mais produtivos e resistentes, além da conservação de espécies nativas do Cerrado, como o pequizeiro.

Coordenado pela professora Ana Paula Nogueira, o grupo reúne estudantes de graduação e pós-graduação dos cursos de Agronomia e Biotecnologia, que aplicam técnicas de genética e melhoramento vegetal para desenvolver soluções capazes de aumentar a produtividade agrícola e fortalecer a sustentabilidade no campo.
Pequi sem espinhos? entenda pesquisa
Os pesquisadores investem em estudos voltados ao pequizeiro, árvore símbolo do Cerrado brasileiro. O objetivo é preservar o patrimônio genético da espécie e desenvolver materiais com frutos sem espinhos internos, característica que pode facilitar o consumo e ampliar o aproveitamento econômico do pequi, sem comprometer sua relevância ecológica para o bioma.
“Nosso foco principal é preservar o germoplasma do pequi sem espinho. Esse material é especial porque produz frutos bem grandes, chegando até a dois quilos”, disse Ana Paula em entrevista ao Paranaíba Mais.
As pesquisas são realizadas nas fazendas experimentais Capim Branco e Água Limpa, além dos laboratórios da UFU, em projetos que envolvem pesquisadores da universidade e de outras instituições em uma atuação multidisciplinar.
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Além do pequi, outro projeto conduzido pela equipe é o Programa de Melhoramento de Soja, que busca desenvolver novas variedades da cultura com maior potencial produtivo, resistência a doenças e melhor adaptação às diferentes condições de solo e clima.
“Nós temos cerca de 40 doenças relatadas que impactam a plantação da soja. Nosso principal objetivo, além de desenvolver novas cultivadas, é utilizar a genética para a resistência contra essas doenças”, contou a pesquisadora.
A iniciativa é considerada estratégica para enfrentar desafios cada vez mais presentes na agricultura, como as mudanças climáticas, o surgimento de novas pragas e a necessidade de produzir alimentos de forma mais eficiente e sustentável.

Professora da UFU é finalista de prêmio nacional
O trabalho desenvolvido pela professora da UFU também conquistou reconhecimento em âmbito nacional. A pesquisadora está entre as três finalistas do Prêmio Mulheres do Agro 2026, na categoria Ciência e Pesquisa.
A premiação da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) reconhece mulheres que contribuem para a inovação e o desenvolvimento do agronegócio brasileiro por meio da pesquisa científica.
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Além do reconhecimento, a vencedora da categoria receberá uma doação de R$ 20 mil destinada à instituição onde desenvolve seu projeto de pesquisa. Caso seja contemplada, o recurso poderá fortalecer as atividades científicas realizadas na UFU e impulsionar novas pesquisas voltadas ao desenvolvimento da agricultura brasileira.