Carreta gigante com peça industrial de 700 toneladas segue trajeto e passará por Patos

Com mais de 123 metros, maior que um campo de futebol, megacarga avança lentamente pelo Alto Paranaíba e provoca bloqueios totais e paradas técnicas nas rodovias

, em Uberlândia

Uma carreta gigante, superdimensionada, transportando uma peça industrial de 636,5 toneladas e medindo 123 metros de comprimento, tamanho superior ao de um campo de futebol, passará por Patos de Minas nos próximos dias. Por volta de 12h desta quarta-feira (26) o conjunto estacionou no posto Minas Gerais, na BR-262, no município de Córrego Danta, para manutenção preventiva e após os reparos, a carreta retomará o trajeto. O comboio só volta a circular nesta quinta-feira (27). A carga saiu do Porto de Santos até Edealina (GO), destino final do transporte.

A estrutura é puxada por um comboio de cinco carretas interligadas uma a a outra, aumentando assim a força e tração.

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O deslocamento integra uma operação iniciada há quase um mês, em 9 de outubro, e que exige bloqueios completos, paradas técnicas e velocidade extremamente reduzida para garantir a segurança viária. A previsão geral é que o transporte seja finalizado apenas no início de janeiro de 2026. A carga transportada, um sistema industrial de moagem, é considerada uma das maiores já deslocadas pela região.

Carreta gigante tem 123 metros de comprimento

A movimentação desta etapa começou cedo, quando o comboio deixou a BR-354, após passar por fiscalização da Polícia Militar Rodoviária (PMR). A megacarga teve inicio pela BR-354 em Santa Rosa da Serra e segue lentamente até o entroncamento com a BR-365, em Patos de Minas. De lá, continuará rumo à BR-262, no trecho administrado pela concessionária Way-262 e depois a acessará a MG 170 ate Moema (MG), onde entrará na BR 262, rumo a Goiás.

Segundo a PRF e a PMR, o tráfego precisou ser bloqueado nos dois sentidos em vários momentos, já que o conjunto é tão grande que ocupa completamente toda a largura da pista em trechos estreitos, pontes e rotatórias.

Operação exige bloqueios totais e longas paradas

A carga especial faz seis paradas técnicas no dia, cada uma com duração de até uma hora, para permitir inspeções obrigatórias, ajustes mecânicos e manobras mais delicadas do comboio. Durante o trajeto, também são necessários bloqueios totais nos dois sentidos da rodovia em trechos críticos, além de um deslocamento em velocidade extremamente baixa, cerca de 10 km/h.

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Todo o percurso conta com acompanhamento integral da PRF, Way-262, Polícia Militar Rodoviária e batedores da transportadora Cruz de Malta, que coordenam o tráfego e garantem a segurança da operação. A concessionária reforça que todas essas medidas são indispensáveis para proteger os motoristas e assegurar a passagem segura do conjunto industrial.

Sem previsão exata de chegada na região

Nesta etapa pelo Alto Paranaíba, não há previsão exata de chegada aos próximos trechos. A velocidade varia conforme o clima, chuva, ventos fortes e baixa visibilidade podem interromper o avanço, que depende integralmente das condições da rodovia.

A previsão geral é que o transporte seja finalizado apenas no início de janeiro de 2026, em Goiás.

Trajeto iniciado há quase um mês

A operação começou em 9 de outubro, ainda na BR-381 (Fernão Dias), passando depois pela BR-354 e MG-170 até acessar a BR-262, no trevo de Moema. Toda a logística é acompanhada pela PRF desde o início.

Orientações aos motoristas

As forças de segurança reforçam que os condutores devem:

  • Evitar ultrapassagens sem autorização da escolta;
  • Reduzir a velocidade ao se aproximar do comboio;
  • Considerar rotas alternativas;
  • Manter distância segura do megatransporte;
  • Esperar por bloqueios totais e lentidão extrema.