Após temporal extremo, Prata enfrenta colapso energético e opera com geradores
Cidade funciona desde segunda-feira por geradores e circuitos alternativos após queda de sete torres de transmissão; Cemig afirma que reconstrução deve ser concluída ainda hoje (26)
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A cidade de Prata enfrenta nesta quarta-feira (26) um dia de operação emergencial após sete torres de transmissão de energia serem derrubadas por um temporal atípico, que ocorreu na segunda-feira (24). Segundo a Cemig, as equipes trabalham para recolocar as estruturas, enquanto o município, com cerca de 29,7 mil habitantes, segue funcionando por meio de geradores e circuitos elétricos alternativos, implantados para manter serviços essenciais após o colapso no fornecimento.
A concessionária classificou o cenário como de calamidade, provocado por eventos climáticos inesperados, que provocaram ventos fortes, mais de 200 descargas atmosféricas e a queda simultânea das estruturas de transmissão. O trabalhos de reconstrução das estruturas devem ser finalizados até o final desta quarta (26).
Os trabalhos de reconstrução das estruturas devem ser finalizados até o final do dia de hoje (26), segundo a companhia.

Chuva e ventos causaram queda de sete torres de transmissão, que deixaram moradores de Prata sem energia elétrica – Crédito: Redes Sociais/Divulgação
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Temporal extremo em Prata
As torres caíram no trecho entre Prata e o Trevão na BR-153, causando estragos e interrompendo o fornecimento de energia em toda a cidade. Moradores relataram longos períodos no escuro e oscilações constantes desde segunda-feira à tarde e permanece até esta quarta (26).
Supermercados, farmácias, o hospital municipal e o pronto-socorro operaram por geradores, próprios e da concessionária.
Em nota, a Cemig informou que sete torres da linha de distribuição que abastece uma das principais fontes de energia da cidade caíram durante o temporal, que veio acompanhado de rajadas de vento e mais de 200 descargas atmosféricas.
Logo após a ocorrência, equipes da concessionária foram enviadas para identificar os danos e transferir parte dos consumidores para outras fontes de alimentação.
Segundo a empresa, mais de 95% dos clientes afetados já tiveram o fornecimento restabelecido. A cidade segue funcionando por geradores e circuitos alternativos para manter serviços essenciais em funcionamento até que o sistema seja totalmente normalizado. Na zona rural não há relatos de falta de energia.
Motoristas enfrentam obstáculos na rodovia
Além da queda das torres, o acúmulo de galhos e detritos na BR-153 tornou o tráfego perigoso. Motoristas relataram trechos escorregadios e dificuldade de visibilidade durante e após o temporal. Não houve registro de acidentes graves no trecho até o momento.
Estragos no Triângulo e Alto Paranaíba
O temporal também deixou um rastro de destruição em cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Na última semana em Patos de Minas, diversas árvores, postes e estruturas metálicas foram derrubados pela força do vento. Casas ficaram danificadas e várias vias precisaram ser interditadas.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Secretaria de Obras atuaram simultaneamente em diferentes pontos. De acordo com o Tenente Danilo Caixeta, ao menos sete ocorrências graves relacionadas à chuva foram registradas. Os trabalhos de desobstrução, avaliação de riscos e reparo emergencial seguiram.
Plano apresentado na semana anterior
Na semana anterior ao incidente, a Cemig havia apresentado o plano regional de ações para o período chuvoso no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Durante o encontro, o superintendente regional Wellington Cancian e o gerente de Serviços de Distribuição, Cladston Santana, explicaram que diversas medidas preventivas já estavam em andamento, como:
- Poda preventiva em áreas urbanas e rurais;
- Limpeza de faixas de servidão;
- Substituição de postes e estruturas antigas;
- Instalação de religadores automáticos, capazes de restabelecer a energia em segundos.
Santana ressaltou que o período chuvoso é o momento mais desafiador do ano, já que ventos fortes, descargas atmosféricas e quedas de árvores frequentemente sobrecarregam o sistema. Ele destacou que a preparação começa meses antes e inclui inspeções completas das redes, reforço de equipes e aquisição de equipamentos extras.
A Cemig informou ainda que investiu R$ 4,7 bilhões recentemente em ações de resiliência da rede elétrica e prevenção a apagões em Minas Gerais.