Violência doméstica sobe 12,6% no 1º semestre de 2026 em Uberlândia

Município registrou 2.309 ocorrências de janeiro a junho; casos recentes, como a prisão de fisiculturista por agredir a ex, evidenciam a importância da denúncia

, em Uberlândia

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Os casos de violência doméstica em Uberlândia apresentaram crescimento no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho deste ano, o município contabilizou 2.309 ocorrências, o que representa um aumento de 260 casos em relação ao mesmo período do ano passado.

A violência doméstica engloba ao menos cinco tipos de violência
A violência doméstica engloba ao menos cinco tipos de violência – Foto: Freepik

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No primeiro semestre de 2025, a cidade havia registrado 2.049 ocorrências da mesma natureza. Os dados mostram que, após uma diminuição dos casos entre 2024 (2.131 registros) e 2025, os indicadores voltaram a subir e atingiram o maior patamar dos últimos três anos para o período.

  • 1º Semestre de 2024: 2.131 casos
  • 1º semestre de 2025: 2.049 casos
  • 1º semestre de 2026: 2.309 casos

Aumento de casos de violência doméstica nos últimos anos

O comparativo entre os primeiros semestres de 2025 e 2026 aponta uma alta de 12,6% no número de mulheres que buscaram o apoio das forças de segurança ou do Poder Judiciário na cidade.

O aumento no volume de registros reforça tanto o alerta para a perpetuação da violência contra a mulher quanto a relevância das redes de apoio e dos canais de denúncia, que incentivam as vítimas a romperem o ciclo de violência e notificarem as agressões.

Entre os casos que exemplificam a gravidade e o ciclo do descumprimento de medidas protetivas na cidade está o do fisiculturista Anderson Leite de Miranda, de 30 anos. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele está preso desde o dia 24 de julho no Presídio Professor Jacy de Assis, acusado de agredir a ex-companheira, Bárbara Carrijo.

Fisiculturista preso e agressões
Agressões foram registradas pela vítima – Crédito: Reprodução/ arquivo pessoal

Anderson já havia sido preso em 2 de março, mas ganhou liberdade dois dias depois, passando a usar tornozeleira eletrônica e com ordem de manter distanciamento mínimo de 300 metros da vítima. No entanto, conforme apuração do Paranaíba Mais, ele exigia constantemente que a ex retirasse as acusações de agressão.

Como denunciar violência doméstica em Uberlândia?

Disque 180 — Central Nacional de Atendimento à Mulher

  • Atendimento gratuito, 24 horas.

Polícia Militar – 190

  • Para situações de emergência e risco imediato.

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM)

  • Atendimento especializado, com estrutura para registro de ocorrências, medidas protetivas e acolhimento inicial.
  • Telefone: (34) 3231-3756

“Chame a Frida” (WhatsApp)

Casa da Mulher
Casa da Mulher é referência no combate à violência doméstica em Uberlândia e no acolhimento às vítimas – Crédito: PMU/Reprodução

Apoio às vítimas: onde buscar acolhimento e proteção?

Uberlândia conta com uma rede especializada de atendimento que oferece acolhimento completo para mulheres em situação de risco.

1. Casa da Mulher – Atendimento especializado

  • Endereço: Av. Nicomedes Alves dos Santos, 727 – Bairro Lídice
  • Telefone: (34) 3231-3756
  • E-mail: [email protected]
  • Atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

No local funcionam três núcleos:

Núcleo de Proteção Social à Mulher: ações educativas, prevenção e promoção de direitos;

Núcleo de Apoio à Casa da Mulher: políticas afirmativas, enfrentamento da violência e suporte emocional;

Núcleo de Diversidade e Cidadania: acolhimento e proteção à população LGBTQIAPN+;

2. Casa Abrigo

  • Endereço sigiloso;
  • Acolhe mulheres e filhos menores em risco iminente de morte ou violência grave;
  • Encaminhamento é feito via DEAM

3. Casa de Passagem

  • Atendimento emergencial para mulheres que precisam de acolhimento imediato durante a noite, feriados ou fins de semana;
  • Encaminhamento via Polícia Militar.

Para acompanhar mais informações sobre segurança da mulher e outras notícias do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, acesse o portal Paranaíba Mais.