Fisiculturista preso pela 2ª vez exigia que ex retirasse acusações de agressões em Uberlândia

O fisiculturista de Uberlândia foi preso pela primeira vez por supostas agressões à ex-companheira

, em Uberlândia

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Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o fisiculturista Anderson Leite de Miranda, de 30 anos, está preso desde o dia 24 de julho no presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia. O homem é acusado de agredir sua ex-companheira, Bárbara Carrijo, no dia 28 de junho.

Anderson já havia sido preso dia 2 de março, mas conseguiu sair da prisão dois dias depois. O fisiculturista passou a utilizar uma tornozeleira eletrônica por conta de uma medida restritiva e devia manter um distanciamento de 300 metros da ex-companheira. Conforme apuração do Paranaíba Mais, o fisiculturista exigia constantemente que a ex retirasse as acusações de agressões.

Fisiculturista preso e agressões
Agressões foram registradas pela vítima – Crédito: Reprodução/ arquivo pessoal

Entenda o caso: fisiculturista preso pela 2ª vez

Conforme informações do boletim de ocorrência (BO) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Bárbara Carrijo denunciou o ex-companheiro por supostas agressões físicas e psicológicas, ameaças de morte, perseguição e descumprimentos de medidas protetivas de urgência.

O caso envolve ainda alegações de manipulação emocional e ameaça de divulgação de vídeos íntimos.

Segundo o relato registrado pela vítima, desde o primeiro descumprimento da medida protetiva, Anderson teria insistido em restabelecer o contato com ela. Para isso, conforme a denúncia, ele utilizaria a filha que os dois têm em comum, além de ameaças e manipulações emocionais.

A reportagem entrou em contato com o advogado de Anderson Leite e aguarda um posicionamento da defesa.

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Ela também informou possuir um laudo psicológico que aponta um quadro compatível com dependência emocional decorrente do ciclo de violência doméstica vivenciado.

Ainda conforme o relato, em uma das tentativas de aproximação, a vítima inicialmente recusou os convites, mas acabou cedendo após sucessivas insistências. Anderson teria ido até o bairro Roosevelt para encontrá-la, ocasião em que, segundo ela, voltou a exercer controle psicológico.

Conforme apuração do Paranaíba Mais, no dia 5 de julho, quando Bárbara estava em um evento no Uberlândia Shopping, Anderson teria a abordado, sem o conssentimento da ex-companheira.

No dia 11 de julho a vítima acusou o fisiculturista de mais agressões. Três dias depois, Bárbara decidiu ir à delegacia para prestar esclarecimento sobre o descumprimento da medida protetiva por parte do ex-companheiro. Já no dia 24 de julho, Anderson foi preso e permanece no presídio Professor Jacy de Assis.

Agressões teriam ocorrido na presença da filha

O episódio que culminou na prisão do homem foi no dia 28 de junho, por volta das 22h30. Segundo a vítima, após convencê-la a ir até a residência dele, Anderson teria iniciado agressões físicas e psicológicas.

Conforme o registro, ela teria sido obrigada a permanecer ajoelhada no chão e submetida a gestos e condutas consideradas humilhantes. A situação teria ocorrido na presença da filha do casal, com a vítima sendo obrigada a ficar de joelhos em frente a filha.

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Com medo de sofrer represálias, a mulher permaneceu em silêncio naquele momento. Ela relatou ainda que as ameaças de morte seriam recorrentes, principalmente quando tenta interromper o contato com o ex-companheiro.

Perfis falsos seriam usados para manter contato

Ainda conforme o BO, Bárbara sempre bloqueava Anderson nas redes sociais e aplicativos de mensagens, e depois ele criava ou utilizava perfis falsos para continuar tentando falar com ela.

Segundo o relato, as tentativas de contato seriam acompanhadas de manipulações, ameaças e insistências para que a comunicação fosse restabelecida. A mulher afirmou que também teria sido ameaçada com a divulgação de vídeos íntimos.

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