Terceiro preso pelo “caso Euclides” é o condutor da Fiorino

Segundo a Polícia Civil, o investigado foi encontrado no bairro Brasil e não apresentou resistência à prisão; outros dois seguem foragidos

, em Uberlândia

O terceiro preso, investigado pelos crimes envolvendo o caso Euclides, de Uberlândia, foi apontado pela Polícia Civil como o dono da Fiat Fiorino, utilizada no transporte da vítima até o galpão em que foi torturada e morta.

A prisão foi realizada na tarde desta terça-feira (14), no bairro Brasil. O envolvido não teria resistido à ação policial e deu entrada no Presídio Professor Jacy de Assis na noite de ontem.

Fiorino usada no crime foi encontrada em residência de um investigado que não teria envolvimento no crime – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

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Polícia Civil aponta 5 envolvidos diretos no crime; dois seguem foragidos

Segundo a Polícia Civil de Uberlândia, até o momento foram identificados cinco indivíduos apontados como participantes diretos nos crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver de Euclides de Oliveira.

Entre os envolvidos, estão presos três:

1. Um indivíduo está preso por ter se associado à organização ao utilizar a própria conta pessoal para solicitar a corrida por aplicativo de transporte que garantiu a fuga estratégica do dono da Fiorino, logo após a ocultação do veículo usado no crime

2. Outro investigado segue preso após ser identificado como locatário formal do barracão, utilizado durante o crime, desde agosto de 2025. Ele também teria sido apontado por denúncias anônimas como o executor de outro homicídio praticado neste barracão, em março de 2026, além de ter sido alvo recente de operações do GAECO, evidenciando que o imóvel era possivelmente utilizado como base operacional para execuções sumárias da facção criminosa.

Investigação aponta que Euclides Oliveira foi levado para este galpão no Jardim Europa, onde teria sido submetido a um “tribunal do crime”
Investigação aponta que Euclides Oliveira foi levado para galpão no Jardim Europa, onde teria sido submetido a um “tribunal do crime” – Crédito: Paula Moraes/TV Paranaíba

3. O último preso, desta terça-feira (14), é apontado como o proprietário cadastral da Fiat Fiorino utilizada no crime e teria conduzido a vítima até o galpão em que foi torturada e morta. Logo após o crime, fugiu, desligou o aparelho celular e deixou de comparecer ao trabalho.

Um envolvido responde em liberdade

Um outro suspeito, de 21 anos, chegou a ser preso no dia 9 de junho, após a Polícia Civil identificar em sua residência a Fiorino utilizada no crime, mas foi liberado no dia 23 de junho.

suspeito de envolvimento no caso euclides em audiência de custódia
Suspeito de envolvimento no “caso Euclides” nega participação – Crédito: Reprodução

O envolvido, até o momento, não é apontado como participante direto no crime por falta de elementos. Ele continuará sendo investigado, mas responderá pelos crimes em liberdade.

Dois foragidos

Entre todos os indivíduos identificados na investigação, dois ainda seguem foragidos.

1. Um deles teria sido registrado por câmeras de segurança, acompanhado de um dos executores de Euclides. Nas imagens, ele usava roupas descritas como “idênticas” às registradas em um dos indivíduos que teria rendido a vítima no dia do seu desaparecimento.

2. Já o segundo foragido, também foi identificado por câmeras de segurança, próximo ao barracão para onde Euclides foi levado. Ele também teria sido o indivíduo flagrado comprando areia e brita, materiais que teriam sido usados para concretar o cadáver da vítima.

Relembre o caso Euclides

Euclides de Oliveira desapareceu no dia 8 de junho após ser levado por homens armados em frente a uma residência na Rua Roma, no bairro Tibery.

De acordo com a investigação, a vítima foi colocada à força em um Honda Fit branco. Em seguida, os criminosos teriam trocado de veículo e utilizado uma Fiorino para dar continuidade à ação.

Veja o vídeo do dia do sequestro:

O corpo de Euclides foi encontrado oito dias depois, em um lote na Avenida Arcírio Cardoso da Silva, no bairro Nossa Senhora das Graças, próximo ao Parque Siquerolli.

corpo de Euclides Oliveira
Polícia Civil e equipes de perícia trabalharam no local onde um corpo foi encontrado durante as investigações do caso Euclides – Crédito: Deborah Peres/Reprodução

A principal linha investigativa aponta que a vítima teria sido submetida a um chamado “tribunal do crime”. A motivação estaria relacionada a uma acusação de abuso contra uma criança. No entanto, segundo a própria Polícia Civil, não havia registro de boletim de ocorrência, denúncia formal ou qualquer prova que sustentasse a acusação.

Para acompanhar atualizações sobre o caso, acompanhe a linha do tempo do “caso Euclides” ou acesse o portal Paranaíba Mais.