Justiça manda soltar homem preso com Fiorino ligada ao caso Euclides

Investigado continua sendo alvo da apuração, mas decisão judicial considerou que não há necessidade de mantê-lo preso neste momento

, em Uberlândia

A Justiça determinou a soltura do homem preso após a Polícia Civil (PC) localizar, na casa dele, a Fiorino apontada como um dos veículos utilizados pelos criminosos envolvidos no caso Euclides de Oliveira, de 62 anos. 

Detido desde o dia 9 de junho, ele continuará sendo investigado, mas responderá ao processo em liberdade enquanto a PC busca esclarecer todas as circunstâncias do rapto, da morte e da ocultação do corpo da vítima.

A decisão foi tomada após os investigadores concluírem que, até o momento, não há elementos que indiquem participação direta dele no sequestro ou na execução do crime. Apesar disso, a apuração continua para verificar se houve algum tipo de envolvimento posterior ou apoio aos suspeitos.

Caso Euclides
Fiorino usada no crime foi encontrada na residência do investigado – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

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Investigado terá que cumprir medidas impostas pela Justiça

A liberdade foi concedida mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre as determinações impostas pela Justiça, o investigado deverá manter endereço atualizado e comparecer sempre que for convocado para atos relacionados ao processo.

Ele também está proibido de manter contato com outros investigados, familiares dos envolvidos e testemunhas ligadas ao caso. O descumprimento de qualquer uma das medidas poderá resultar em nova decretação de prisão.

Homem alegou que apenas guardava o veículo

Durante audiência realizada após a prisão, o investigado negou qualquer participação no crime. Segundo a versão apresentada por ele, a Fiorino encontrada pelos policiais havia sido deixada no imóvel como um favor prestado a outra pessoa.

Na ocasião, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, entendendo que a ligação dele com o veículo ainda precisava ser melhor esclarecida. Com o avanço das investigações e a análise dos elementos reunidos até o momento, a prisão foi revogada. Ainda assim, a Polícia Civil continua apurando se houve algum tipo de participação dele após o crime ou no apoio logístico aos envolvidos.

Relembre o caso Euclides

Euclides de Oliveira desapareceu no dia 8 de junho após ser levado por homens armados em frente a uma residência na Rua Roma, no bairro Tibery.

Euclides Oliveira, de 62 anos - Crédito: Redes sociais/Reprodução
Euclides Oliveira, de 62 anos – Crédito: Redes sociais/Reprodução

De acordo com a investigação, a vítima foi colocada à força em um Honda Fit branco. Em seguida, os criminosos teriam trocado de veículo e utilizado uma Fiorino para dar continuidade à ação.

O corpo de Euclides foi encontrado oito dias depois, em um lote na Avenida Arcírio Cardoso da Silva, no bairro Nossa Senhora das Graças, próximo ao Parque Siquerolli.

A principal linha investigativa aponta que a vítima teria sido submetida a um chamado “tribunal do crime”. A motivação estaria relacionada a uma acusação de abuso contra uma criança. No entanto, segundo a própria Polícia Civil, não havia registro de boletim de ocorrência, denúncia formal ou qualquer prova que sustentasse a acusação.

MAIS! Tudo o que se sabe sobre o “caso Euclides”: veja linha do tempo

Polícia continua procurando suspeitos

As investigações sobre o caso seguem em andamento. Parte dos investigados continua foragida, e a Polícia Civil trabalha para localizar todos os envolvidos na ação criminosa. Durante as operações realizadas até o momento, foram apreendidos celulares, dinheiro, munições, drogas e outros materiais considerados importantes para a apuração.

Suspeitos de envolvimento no “caso Euclides” também tinham envolvimento com tráfico – Crédito: PMMG/Reprodução

O objetivo agora é esclarecer a participação individual de cada suspeito e identificar quem atuou diretamente no rapto, na morte, na ocultação do corpo e no suporte prestado aos autores do crime.

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