Síndico quebra silêncio sobre morte de Daiane Alves e diz estar arrependido

Cléber Rosa reafirma que o filho, Maykon Douglas, não tem envolvimento no caso; Justiça mantém prisões enquanto seguem as apurações

, em Uberlândia

“Estou arrependido.” Foi com essas palavras que o síndico Cléber Rosa de Oliveira quebrou o silêncio após a morte da corretora Daiane Alves Souza. Questionado pelo R7 se a atitude teria valido a pena, ele respondeu “jamais” e reafirmou que o filho, Maicon Douglas de Oliveira, não tem envolvimento no crime, em uma tentativa de afastá-lo do centro das investigações. Apesar das declarações, a Justiça de Goiás manteve nesta quinta-feira (29), as prisões temporárias de ambos investigados.

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Um dos pontos centrais das declarações de Cléber é a tentativa de defesa de seu filho, Maycon Douglas. O síndico afirma que o jovem “não tem nada a ver com a história” e o descreve como uma “excelente pessoa”.

Maycon também negou envolvimento e disse que a troca de celular teria ocorrido por causa de um aplicativo usado no condomínio. No entanto, segundo a polícia, no dia do desaparecimento de Daiane Alves, em 17 de dezembro de 2025, o jovem comprou um aparelho novo e  entregou ao pai, fato apontado pelos investigadores como tentativa de atrapalhar as apurações.

Arrependimento em meio às investigações

Após passar por audiências de custódia, Cléber Rosa de Oliveira afirmou estar arrependido. Apesar da declaração, a Justiça entendeu que não houve irregularidades na execução das prisões e manteve pai e filho à disposição do Judiciário enquanto a Polícia Civil de Goiás aprofunda as investigações.

As decisões foram definidas em uma audiência realizada por videoconferência, sob condução da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas. A juíza responsável confirmou que as prisões ocorreram dentro da lei e determinou que os registros da audiência sejam incluídos no processo que investiga o crime.

O Ministério Público se manifestou favorável à manutenção das prisões. As defesas não contestaram as ordens judiciais e solicitaram acesso integral aos documentos da investigação.

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Denúncias anteriores e local do crime

Daiane Alves havia denunciado o síndico e o filho por problemas na gestão do condomínio onde morava. Entre as queixas estavam dificuldades em locações e atuação irregular. A corretora foi morta no subsolo do prédio, em uma área sem cobertura de câmeras. A Polícia Civil apura falhas na segurança do edifício e analisa a conduta do síndico no contexto do crime.

O que vem pela frente

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás, que continua apurando as circunstâncias da morte e a possível participação dos investigados.

O corpo de Daiane Alves permanece no IML de Goiânia, onde passa por exames periciais para a conclusão dos laudos que irão apontar as causas da morte, após a conclusão desse procedimento e a liberação, a vítima do homicídio será sepultada em Uberlândia (MG).