Daiane Alves será sepultada em Uberlândia após a conclusão da perícia em Goiás
Corpo da corretora assassinada em Caldas Novas retorna à cidade natal para as últimas homenagens no Cemitério Parque dos Buritis
-
Daiane Alves será sepultada em Uberlândia, informa a família da vítima do assassinato que mobiliza o Brasil. Após 42 dias de angústia e uma investigação que chocou o país, o corpo da corretora de 43 anos será transferido para Uberlândia (MG), sua cidade natal. A decisão foi confirmada pela mãe da vítima, Nilse Alves de Souza, que optou pelo sepultamento no Cemitério Parque dos Buritis. Devido ao avançado estado de decomposição em que o corpo foi encontrado às margens da GO-213, o último adeus ocorrerá com o caixão fechado.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Daiane Alves será sepultada em Uberlândia
No momento, o corpo permanece em Goiânia sob os cuidados da Polícia Técnico-Científica. A liberação para o translado depende da conclusão de exames periciais que buscam esclarecer a causa exata da morte, detalhe que o síndico Cléber Rosa de Oliveira, autor confesso do crime, evitou revelar durante os interrogatórios. Uma das linhas de investigação é que o homicídio tenha sido cometido por esganamento, mas essa causa só será revelada após a conclusão dos trabalhos no Instituto Médico Legal (IML) goiano.
Segundo informações da Polícia Técnico-Científica, a identificação pela arcada dentária é considerada o caminho mais rápido e pode ter resultado ainda nesta quinta-feira. Já o laudo que aponta a causa da morte tem prazo estimado de até dez dias para ser finalizado. Caso seja necessário recorrer ao exame de DNA, o processo é mais detalhado e pode levar de três a quatro dias para a conclusão.
Uberlandense administrava imóveis em Caldas
Daiane era natural de Uberlândia e vivia em Caldas Novas há cerca de dois anos. Ela se mudou para a cidade turística para administrar os imóveis de locação pertencentes à sua própria família. Descrita por amigos como uma profissional dedicada e uma mulher de espírito solidário, ela deixa uma filha de 17 anos em Uberlândia.
“A Daiane era paz, mas não aceitava injustiça”, relatou a amiga Georgiana dos Passos, lembrando que a corretora chegou a buscá-la em Minas para cuidar de sua saúde em Goiás durante um momento difícil.
Descrita como uma mulher determinada, Daiane era conhecida por não se calar diante de injustiças. A amiga Georgiana dos Passos relembrou o lado acolhedor da corretora em entrevista à TV Paranaíba, contando que recebeu apoio direto de Daiane durante um período delicado de saúde.
Segundo a amiga, Daiane era conhecida por reunir pessoas queridas, cozinhar para os amigos e manter laços fortes. “Ela preparava feijoada, estava sempre presente quando alguém precisava”, disse.
Leia Mais
Desaparecimento e confissão
Daiane foi vista pela última vez em 17 de dezembro de 2025, no prédio onde morava. O corpo foi encontrado nesta quinta (28), às margens da GO-213, após o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, confessar o crime e indicar o local. Ele e o filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos. Um porteiro do prédio também é investigado.
Após semanas de investigação e intensa pressão de familiares, que chegaram a realizar manifestações na Praça Tubal Vilela, em Uberlândia,
Segundo a polícia, o crime ocorreu no subsolo do edifício após um desentendimento. A morte teria acontecido pouco tempo depois do último registro da vítima no prédio.
Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o assassinato após 42 dias de desaparecimento da vítima, é natural de Araxá, no Alto Paranaíba. Ele e o filho, Maykon Douglas, seguem detidos em Goiás.
Reação após o crime
Poucas horas depois da confissão, o apartamento do síndico foi invadido e revirado. Áreas comuns do prédio também foram pichadas em protesto. Ao ser levado algemado, Cléber falou rapidamente com a imprensa e afirmou que o filho não teve participação no assassinato.
Enquanto a investigação segue em busca de respostas, Uberlândia se prepara para receber Daiane pela última vez. A cidade onde ela nasceu será também o cenário da despedida, marcada pela dor da família e pelo silêncio deixado por uma história interrompida de forma violenta.