Caso Daiane Alves: síndico e filho têm prisões temporárias mantidas pela Justiça de Goiás
Após audiência de custódia, dupla suspeita permanece detida
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Um dia após a confirmação da morte da corretora Daiane Alves, a Justiça de Goiás manteve as prisões temporárias do síndico Cleber Rosa de Oliveira e seu filho Maycon Douglas de Oliveira, nesta quinta-feira (29). A decisão ocorreu logo após a audiência de custódia dos investigados.

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De acordo com a defesa de Cleber, representada pelo escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, o investigado participou normalmente da oitiva perante a autoridade policial. Em nota, os advogados afirmaram que ele “respondeu a todas as indagações formuladas e segue contribuindo com as investigações”.
Segundo o Ministério Público, a audiência confirmou que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro dos parâmetros legais. A Promotoria de Justiça de Caldas Novas informou que Cléber Rosa de Oliveira e o filho Maicon passaram por audiência no início da tarde e que a manutenção das prisões considerou a regularidade das diligências.
Segundo o MP, nenhum dos investigados relatou abuso, ilegalidade ou coação por parte dos agentes públicos envolvidos na operação.
O perfil do síndico: “Cordial com visitas, rígido com subordinados”
Com o avanço das investigações, passaram a ser relatados episódios envolvendo a conduta profissional de Cléber Rosa de Oliveira. Ao Paranaíba Mais, uma ex-funcionária ligada à operação de um hotel que o suspeito tinha relação profissional, descreveu o comportamento do investigado.
Segundo o relato, Cleber mantinha uma postura de “extrema educação” com clientes e parceiros comerciais, mas era autoritário nos bastidores. “Ele era uma pessoa muito educada, cordial, estava sempre ali para ajudar. Mas ele se achava o dono do prédio, se sentia superior”, afirmou.
Apesar da educação com clientes, Cleber foi descrito como “grosso” e “sem educação” com os funcionários dele, especialmente homens, atribuindo frequentemente a eles a culpa por qualquer problema.
De acordo com a ex-colega, ele passava os dias monitorando as câmeras de segurança de sua sala, observando cada entrada e saída. “Ele queria estar por dentro de tudo. Todo mundo que entrava e saia”, relembrou.
Em relação ao comportamento com mulheres, a testemunha descreveu uma postura “maliciosa”, mas contida. “Ele falava com as mulheres querendo alguma coisa, mas sem propor abertamente”.
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Caso Daiane Alves: informações sobre o sepultamento
O corpo de Daiane Alves Souza, de 43 anos, será sepultado em Uberlândia (MG), cidade natal da corretora. A informação foi confirmada pela família. Os restos mortais serão transferidos de Caldas Novas (GO) para Uberlândia, onde o sepultamento ocorrerá no Cemitério Parque dos Buritis.
Segundo a família, em razão do estado em que o corpo foi encontrado às margens da GO-213, o velório e o sepultamento ocorrerão com o caixão fechado.