Servidora da Polícia Civil é acusada de furtar mais de 200 armas de delegacia em MG
Justiça aceita denúncia por peculato contra analista que trabalhava na região do Barreiro, em Belo Horizonte
Uma servidora da Polícia Civil de Minas Gerais é acusada de furtar mais de 200 armas de fogo que estavam sob custódia de uma delegacia em Belo Horizonte. A Justiça aceitou a denúncia por peculato, que é o crime contra a Administração Pública, conforme decisão da 2ª Vara Criminal da capital.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), autor da denúncia, os desvios ocorreram entre os dias 20 e 29 de outubro deste ano, na 1ª Delegacia de Polícia Civil do Barreiro, um bairro de Belo Horizonte. As armas, mais valores em dinheiro e outros objetos ficavam armazenados na sala de acautelamento de materiais, local destinado à guarda de itens apreendidos em investigações.
A autora foi presa preventivamente em 9 de novembro e permanece detida.

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A apuração indica que a mulher e outra servidora eram as únicas pessoas com acesso à chave da sala. O MPMG afirma que, em muitos casos, a própria analista registrava o recebimento dos materiais por meio de sistema eletrônico, sem constar repasse para outros servidores.
No dia 29 de outubro, um inventário foi aberto para conferência do acervo da delegacia. Na verificação, foi constatado o desaparecimento de cerca de 200 armas de fogo, além de dinheiro e outros materiais. Parte das embalagens foi encontrada aberta e vazia.
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A denúncia aponta que câmeras de segurança de uma residência em frente à delegacia registraram a servidora entrando e saindo da unidade com sacolas e bolsas de grande volume. Para o Ministério Público, as imagens reforçam a suspeita sob a servidora acusada de furtar mais de 200 armas.
Ainda de acordo com a acusação, depoimentos colhidos durante a investigação indicaram um aumento considerado incompatível no padrão de vida da servidora nos últimos anos, com registros de viagens internacionais, compra de bens de alto valor e outras despesas sem explicação compatível com a renda.