Escala 6×1: especialista analisa como as empresas de Uberlândia se preparam para a transição

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), conhecida popularmente como a PEC da Escala 6×1

, em Uberlândia

A reportagem do Paranaíba Mais ouviu a especialista Helen Messias, consultora de RH, de 44 anos, sobre como as empresas de Uberlândia e região terão que se reorganizar conforme as mudanças da jornada de trabalho.

Escala 6x1: especialista analisa como o mercado de Uberlândia se prepara para a transição - Crédito: Reprodução/PMU
Escala 6×1: especialista analisa como o mercado de Uberlândia se prepara para a transição – Crédito: Reprodução/PMU

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), conhecida popularmente como a PEC da Escala 6×1.

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O projeto extingue a obrigatoriedade de seis dias consecutivos de trabalho por um de descanso e reduz a jornada máxima permitida no Brasil de 44 para 40 horas semanais, proibindo qualquer redução nos salários.

Mais planejamento e adaptação

Segundo Helen, o grande desafio das empresas locais não é somente cumprir uma nova regra, mas sim reorganizar a operação de contratação de uma forma mais saudável e sustentável.  “É preciso preservar a produtividade a qualidade e bem-estar dos colaboradores, por isso as empresas vão precisar rever seu dimensionamento”, disse a especialista.

Helen escalareceu que outra função das empresas de Uberlândia será mapear as funções críticas, reavaliar a escala de trabalho e reforçar o quadro de colaboradores pra manter a cobertura operacional.

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“Alguns setores vão sofrer um impacto mais significativo porque dependem de jornadas contínuas, como o comércio, indústria, logística e serviços”, informou a especialista.

Mudanças nas grandes empresas de Uberlândia

Helen disse que as mudanças serão sentidas principalmente nas empresas com maiores quantidades de colaboradores. Conforme ela, nesses casos, o papel da diretoria ou coordenação será fundamental no processo de transição.

“Quando tem mudanças assim de jornada costuma ter dúvidas e os líderes são responsáveis por transmitir essas informações de forma clara para a equipe de trabalho”, disse.

Helen é especialista e analisa o fim da escala 6x1 em Uberlândia - Crédito: Reprodução/arquivo pessoal
Helen é especialista e analisa o fim da escala 6×1 em Uberlândia – Crédito: Reprodução/arquivo pessoal

Segundo Helen, esse período de transição deve ser visto pelas grandes empresas como uma chance de criar um maior engajamento por parte do colaborador e com isso aumentar a produtividade.

“Essa mudança não deve ser vista pela empresa apenas como cumprimento de uma obrigação legal, mas uma oportunidade de maior engajamento entre colaborador e empresa”, completa.

Oportunidade de modernizar as relações de trabalho

A especialista ainda alerta que as mudanças na jornada de trabalho em empresas de Uberlândia pode ser uma oportubidade de modernizar relações de trabalho e atrair os melhores profissionais.

“As transformações podem premiar as empresas que conseguirem se adaptar de forma mais rápida, podendo ganhar na competitividade e nas disputas dos melhores colaboradores presentes no mercado de trabalho”, informou Helen.

Escala 6×1 ainda não está em vigor

Embora o texto-base tenha passado pela Câmara dos Deputados no fim de maio, o processo legislativo brasileiro exige que emendas constitucionais passem por duas Casas para começar a valer. O projeto agora segue para análise e votação no Senado Federal e, se aprovado sem alterações substanciais, passará pela promulgação.

As novas regras começam a valer apenas 60 dias após a promulgação da PEC. A partir desse prazo, já será garantido o direito a dois dias de descanso por semana, sendo que um deles deverá ser preferencialmente aos domingos.