Sequestro em Uberlândia: jovem foi atraído por emboscada de falsa negociadora
Carlos Eduardo foi sequestrado após uma negociação de veículo frustrada; mulher envolvida se passou por aliada da família e exigiu resgate de R$ 60 mil
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O caso do sequestro em Uberlândia mobilizou a cidade nos últimos dias e, nesta terça-feira (1º) ganhou novos desdobramentos. Carlos Eduardo Pecora Marques, de 23 anos, foi mantido em cativeiro por quatro dias, após uma suposta negociação de compra e venda de veículos que acabou se transformando em armadilha. Segundo a Polícia Militar, o jovem foi alvo de uma emboscada premeditada, e uma mulher que se dizia disposta a ajudar a família durante as buscas, na verdade, está envolvida no sequestro. A suspeita é de desavença comercial como principal motivação do crime.
A vítima, que trabalha com comercialização de veículos, saiu de Uberlândia na quarta-feira (26) para levar um carro até Goiânia (GO). No caminho de volta, foi sequestrado e levado para uma casa alugada no bairro Cidade Jardim. A residência estava disfarçada como uma moradia comum, mas foi usada como cativeiro até a madrugada desta terça-feira (1º), quando ele foi resgatado pela Polícia Civil com apoio da Polícia Militar.
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Investigação descobriu uso de cartão e levou ao cativeiro
As investigações avançaram após o cartão de crédito da vítima ser usado em uma padaria da zona sul de Uberlândia. A partir das imagens das câmeras de segurança e do rastreamento de dados, os policiais identificaram movimentações suspeitas na região. Durante ronda no bairro, os agentes abordaram uma mulher em atitude suspeita. Ao verificar a residência onde ela entrou, encontraram Carlos Eduardo preso, com marcas nos braços e nas pernas.
A mulher envolvida havia procurado a família se apresentando como negociadora. Ela chegou a ir até a casa da mãe de Carlos Eduardo, sentou-se à mesa, mostrou fotos e vídeos do jovem amarrado, e pediu um resgate de R$ 60 mil. “Ela disse que estava ali para ajudar, mas estava com ele o tempo todo. Foi cruel”, relatou Thaís Pecora, mãe do rapaz.
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Crime pode estar ligado a desentendimento comercial
De acordo com o tenente Célio Rodrigues, da Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta para uma desavença comercial como possível motivação do crime. Carlos Eduardo teria deixado um veículo como garantia em uma negociação com a mulher que foi presa, proprietária de uma garagem. Um desacordo sobre valores teria desencadeado o sequestro, praticado por um grupo que conhecia a rotina da vítima.
“A vítima foi levada para Goiânia e, na volta, acabou surpreendida. As pessoas envolvidas tinham contato com ele e conheciam o seu ndia-a-dia. Seguimos investigando para entender o papel de cada um no esquema”, disse o tenente Célio.
Jovem está com a família e se recupera dos traumas
Após o resgate, Carlos Eduardo foi encaminhado para atendimento médico. Apesar das marcas físicas, ele passa bem e está sob os cuidados da família. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos.
Duas pessoas já foram presas e devem responder por sequestro, extorsão e uso indevido do cartão de crédito. A mulher que tentou se passar por aliada da família está entre os detidos e encontra-se à disposição da Justiça.
A mãe do jovem, emocionada com o reencontro, compartilhou nas redes sociais um vídeo do abraço com o filho.