PC busca testemunhas para concluir caso de feminicida morto em Frutal
Polícia Civil aguarda localização de duas testemunhas e mantém buscas por suspeito de 19 anos; defesa não se manifestou sobre possibilidade de nova tentativa de entrega voluntária do jovem
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou que a investigação sobre a execução de Rafael Garcia Pedroso, de 31 anos, está em fase avançada. O caso aconteceu em 31 de março, quando o principal suspeito, um jovem de 19 anos, teria atirado na vítima que estava em prisão domiciliar por ter matado sua mãe com 20 facadas 10 anos atrás.
Apesar da defesa do jovem ter indicado que faria a sua apresentação voluntária à polícia logo após o crime, ele ainda segue foragido. Segundo a PCMG, existe um mandado de prisão temporária em aberto.

Polícia ainda deve ouvir novas testemunhas para concluir caso de homem morto em Frutal
A corporação informou em nota que está em diligência para localizar e prender o suspeito envolvido na morte de feminicida em Frutal, bem como para apurar a eventual participação de terceiros. Além disso, esclareceu que ainda faltam ser ouvidas duas testemunhas que não foram localizadas até o momento.
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Também foi explicado que qualquer “apresentação voluntária” do suspeito deve ser alinhada previamente com a delegacia para organizar os procedimentos. Além disso, a polícia reforçou que, legalmente, o fato de o suspeito se entregar não anula a necessidade do cumprimento da prisão cautelar já decretada pela Justiça.
A equipe do Paranaíba Mais entrou em contato com a defesa do suspeito, questionando sobre a sua apresentação à polícia bem como o andamento do caso, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.
Execução teria sido motivada por crime de 10 anos atrás
Na manhã de 31 de março, Rafael Garcia Pedroso, de 31 anos, foi executado com cinco tiros enquanto aguardava a atual companheira em frente a uma UBS em Frutal. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o jovem de 19 anos se aproxima a pé, realiza os disparos e foge em uma moto dirigida por uma outra pessoa.
O crime aconteceu meses após Rafael, condenado inicialmente a 22 anos de prisão pela morte da mãe do jovem executor, 10 anos atrás, receber o benefício da prisão domiciliar, em janeiro de 2026, após ter o julgamento anulado pelo TJMG por falhas técnicas na tipificação do crime.
Veja o momento em que jovem atira em Rafael:
O crime de 2016
Dez anos atrás, Rafael assassinou sua então companheira com 20 facadas durante a ExpoFrutal, por causa de ciúmes. O crime foi presenciado pelo filho da vítima, que na época tinha apenas 9 anos.
Segundo relatos de familiares da época, a criança teria jurado morte ao executor da mãe ainda na infância. Dez anos depois, Rafael foi executado.
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A defesa do jovem sustenta que o crime não foi premeditado, alegando que o encontro com Rafael em frente à UBS ocorreu por acaso enquanto o investigado resolvia questões financeiras com conhecidos que não teriam envolvimento no homicídio.
Segundo os advogados, o rapaz andava armado desde que Rafael recebeu o benefício da prisão domiciliar, em janeiro, e teve seu estado emocional severamente abalado na véspera do fato, quando a vítima teria passado duas vezes em frente à residência onde o jovem vive com a irmã.