Pais de recém-nascido morto teriam usado entorpecentes na noite anterior

Segundo o delegado do caso, casal teria consumido entorpecentes na noite anterior à morte do recém-nascido; polícia encontrou maconha na cama onde criança dormia

, em Uberlândia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou novos detalhes que justificaram a prisão de um homem de 22 anos e de uma mulher de 21 anos pela morte do filho recém-nascido, de apenas um mês e 22 dias, em São Gonçalo do Abaeté, no Alto Paranaíba.

O casal foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio doloso qualificado por dolo eventual,quando se assume o risco de produzir o resultado morte, e teve a custódia convertida em prisão preventiva pelo Poder Judiciário.

matar recém-nascido
Casal é preso suspeito de matar recém-nascido por negligência em São Gonçalo do Abaeté – Crédito: PCMG/Divulgação

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Em pronunciamento oficial, o delegado responsável pelas investigações, Hiago Marciano Araújo Caixeta, enfatizou que a responsabilização criminal do casal se sustenta no histórico de omissões graves, negligência extrema e no estado de total incapacidade física e mental em que os pais se encontravam no dia do fato.

Histórico de consumo de substâncias e embriaguez

De acordo com o delegado, a conduta negligente com a integridade do bebê começou antes mesmo do nascimento e se agravou na noite anterior ao óbito.

“Temos um histórico já do pré-natal da mãe com consumo de drogas, bebida e outras substâncias ilícitas. No dia dos fatos, a mãe, na noite anterior juntamente com o pai, chegou a se embriagar com álcool e drogas, confessando isso no interrogatório, e ficando em um estado totalmente incapaz de cuidar da criança”, detalhou Hiago Marciano.

Delegado Hiago Marciano Araújo Caixeta
Delegado Hiago Marciano Araújo Caixeta, responsável pelo caso de recém-nascido morto em são Gonçalo do Abaeté – Crédito: PCMG/Reprodução

Após ser alimentado com fórmula infantil preparada pela mãe, o bebê foi deitado para dormir. Segundo as autoridades, devido ao estado de embriaguez profunda decorrente do uso de substâncias, os pais dormiram logo em seguida. O bebê sofreu uma broncoaspiração e acabou falecendo por asfixia, sem que os investigados pudessem notar ou intervir.

Maconha na cama e insalubridade

Durante a vistoria realizada na residência do casal, os investigadores depararam-se com um cenário de abandono. “A casa era um local extremamente insalubre. Encontramos, inclusive, maconha na cama, bem próximo ao local onde o bebê dormia, além de vestígios de latas de cerveja que comprovavam o consumo recente de álcool”, relatou o delegado.

Para a Polícia Civil, embora a broncoaspiração seja uma condição clínica, o óbito era um resultado evitável caso os garantidores legais estivessem em condições normais de vigilância. “Toda essa omissão em aceitar que, naquelas condições psíquicas de embriaguez e drogas, eles não teriam como cuidar da criança demonstra o dolo eventual”, reforçou a autoridade.

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Conclusão do inquérito

O homem e a mulher permanecem presos preventivamente no sistema prisional da região. A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão do laudo pericial de vistoria do local e o resultado dos exames de sangue solicitados para atestar formalmente a dosagem alcoólica e toxicológica dos autuados.

O inquérito policial será concluído e encaminhado ao Fórum para deliberação da Justiça nos próximos dez dias.