ELEIÇÕES 2026 Resultado Final Confira os números finais da eleição presidencial VER RESULTADOS

Pai de jovem agredido em boate de Uberlândia denuncia violência cometida por PM fora de serviço

Em noite marcada por agressões, PM usa arma funcional para ameaçar clientes em boate; familiares das vítimas cobram justiça e punição exemplar

Matheus Borsato e Juan Madeira , em Uberlândia

-

Google News

“É muito ruim ver um filho ser empurrado por um cidadão que deveria preservar a vida, mas não foi isso que ele fez. Ele empurrou, deu coronhada e ainda apontou uma arma para o meu filho”. A declaração, carregada de indignação, é de Fernando Fernandes Marques, pai de uma das vítimas agredidas durante um episódio de violência ocorrido na madrugada de 18 de maio, em uma boate de Uberlândia.

Fernando Marques e seu filho Ricardo da Cunha, agredido na parte de fora da boate, falaram com a reportagem da TV Paranaíba nesta semana – Crédito: TV Paranaíba

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

Segundo relatos e registros em vídeo, gravado por clientes da boate, um policial militar, de 23 anos, que estava de folga, tentou furar a fila de pagamento da comanda no final da noite. Após ser repreendido por outros frequentadores, ele teria sacado uma pistola e agredido um homem com uma coronha, ainda no interior da boate.

Em seguida, agrediu um segundo jovem (na parte externa do local), que deu entrevista para a TV Paranaíba nesta terça-feira (27).

Dois agredidos

As vítimas foram identificadas como Ricardo da Cunha Henrique Júnior, de 26 anos, e Ricardo Dias Rocha do Nascimento, de 29.

Nascimento, que tentava conter a briga, ainda no interior do local, acabou atingido por uma coronhada no rosto, fraturando o nariz, e precisou passar por cirurgia.

Já Henrique Júnior foi agredido na parte externa da boate, onde recebeu socos e uma coronhada na cabeça, como é possível observar no vídeo que circulou as redes sociais.

×

Leia Mais

O pai de Henrique Júnior afirmou que não teme represálias e que vai acompanhar a apuração dos fatos: “Não podemos ter medo. Vamos aguardar a própria polícia para poder fazer essa investigação desse cidadão”.

A Polícia Militar de Minas Gerais registrou a ocorrência como de menor potencial ofensivo e lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A arma utilizada, uma pistola calibre .40 com 16 munições, foi apreendida. A corporação também desmentiu a informação de que o militar pertenceria ao Grupamento Especializado em Recobrimento (GER), como ele teria alegado na ocasião.

Na semana do acontecimento, a boate declarou que a confusão ocorreu fora de suas dependências e preferiu não se posicionar, por considerar que os fatos se deram em via pública. Entretanto, segundo relatos das vítimas e testemunhas, o episódio de violência começou dentro do estabelecimento.

O Paranaíba Mais voltou a procurar a boate para um novo posicionamento, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.