Pai de jovem agredido em boate de Uberlândia denuncia violência cometida por PM fora de serviço
Em noite marcada por agressões, PM usa arma funcional para ameaçar clientes em boate; familiares das vítimas cobram justiça e punição exemplar
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“É muito ruim ver um filho ser empurrado por um cidadão que deveria preservar a vida, mas não foi isso que ele fez. Ele empurrou, deu coronhada e ainda apontou uma arma para o meu filho”. A declaração, carregada de indignação, é de Fernando Fernandes Marques, pai de uma das vítimas agredidas durante um episódio de violência ocorrido na madrugada de 18 de maio, em uma boate de Uberlândia.

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Segundo relatos e registros em vídeo, gravado por clientes da boate, um policial militar, de 23 anos, que estava de folga, tentou furar a fila de pagamento da comanda no final da noite. Após ser repreendido por outros frequentadores, ele teria sacado uma pistola e agredido um homem com uma coronha, ainda no interior da boate.
Em seguida, agrediu um segundo jovem (na parte externa do local), que deu entrevista para a TV Paranaíba nesta terça-feira (27).
Dois agredidos
As vítimas foram identificadas como Ricardo da Cunha Henrique Júnior, de 26 anos, e Ricardo Dias Rocha do Nascimento, de 29.
Nascimento, que tentava conter a briga, ainda no interior do local, acabou atingido por uma coronhada no rosto, fraturando o nariz, e precisou passar por cirurgia.
Já Henrique Júnior foi agredido na parte externa da boate, onde recebeu socos e uma coronhada na cabeça, como é possível observar no vídeo que circulou as redes sociais.
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O pai de Henrique Júnior afirmou que não teme represálias e que vai acompanhar a apuração dos fatos: “Não podemos ter medo. Vamos aguardar a própria polícia para poder fazer essa investigação desse cidadão”.
A Polícia Militar de Minas Gerais registrou a ocorrência como de menor potencial ofensivo e lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A arma utilizada, uma pistola calibre .40 com 16 munições, foi apreendida. A corporação também desmentiu a informação de que o militar pertenceria ao Grupamento Especializado em Recobrimento (GER), como ele teria alegado na ocasião.
Na semana do acontecimento, a boate declarou que a confusão ocorreu fora de suas dependências e preferiu não se posicionar, por considerar que os fatos se deram em via pública. Entretanto, segundo relatos das vítimas e testemunhas, o episódio de violência começou dentro do estabelecimento.
O Paranaíba Mais voltou a procurar a boate para um novo posicionamento, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.