Operação Rota Clandestina investiga lavagem de dinheiro do tráfico e bloqueia R$ 60 milhões em bens
Ação da Ficco/MG cumpre mandados no Maranhão e Pará; suspeito usava familiares para ocultar origem do dinheiro
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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MG) deflagrou nesta quarta-feira (2) a Operação Rota Clandestina, voltada ao combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. A ação é um desdobramento da Operação Rota do Ferro, desencadeada em dezembro de 2022, em Uberaba e outros estados.
Nesta fase da operação atual, estão sendo cumpridos um mandado de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 60 milhões. As medidas estão sendo executadas nas cidades de Imperatriz (MA) e Abel Figueiredo (PA).
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Lavagem de dinheiro movimentava milhões em nome de familiares
As investigações indicam que o principal alvo da operação, apontado como operador financeiro de uma organização criminosa atuante em Uberaba e região, utilizava pessoas próximas, especialmente familiares, para movimentar valores ilícitos. O objetivo era ocultar e dissimular a origem dos recursos provenientes do tráfico de drogas.
A Ficco apurou que os investigados estruturaram um esquema financeiro clandestino, que envolvia a abertura de contas, transferência de valores e aquisição de bens, com o intuito de “lavar” o dinheiro do tráfico e dificultar o rastreamento por parte das autoridades.
As medidas cautelares foram autorizadas pela 1ª Vara da Justiça Federal de Uberaba, que reconheceu a necessidade da operação para interromper o fluxo ilegal de capital.
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Ações integradas e alcance nacional
A Operação Rota Clandestina é mais uma ação da Ficco em Minas, coordenada pela Polícia Federal (PF) e integrada pelas polícias Militar, Civil e Penal de Minas Gerais. A atuação conjunta tem o objetivo de desarticular grandes estruturas do crime organizado, com ações descentralizadas em todo o estado e apoio interestadual.
Na fase anterior, em 2022, a Operação Rota do Ferro cumpriu 28 mandados de busca e 16 de prisão, em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Pará. Essa ação tem o objetivo de desarticular a logística do tráfico e identificar os responsáveis pela lavagem de dinheiro.
“O nome ‘Rota Clandestina’ faz alusão ao esquema montado para camuflar a origem ilícita dos recursos por meio de movimentações financeiras paralelas”, destacou a PF.
Veja o que foi apreendido durante a operação Rota Clandestina


Tráfico e lavagem de dinheiro seguem como prioridade
A lavagem de dinheiro do tráfico de drogas é um dos pilares financeiros do crime organizado, segundo as autoridades federais. Por isso, operações como a Rota Clandestina são estratégicas para interromper o fluxo de recursos ilegais e atingir o núcleo financeiro das organizações criminosas.
O caso segue sob investigação, e os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.