Operação policial estoura ponto de tráfico no Lagoinha, em Uberlândia
A operação Lagoinha da PM resultou na prisão de dois jovens e na apreensão de um menor de idade; arsenal de entorpecentes foi localizado com apoio de cão farejador
Uma operação da Polícia Militar (PM) movimentou o bairro Lagoinha, em Uberlândia, na tarde desta quarta-feira (4), durante uma ação contra o tráfico de drogas na região. Conhecido por ser um dos principais pontos de venda de entorpecentes na cidade, o local foi alvo da Operação Lagoinha, que resultou em prisões, apreensões e momentos de tensão, inclusive com disparos de arma de fogo durante as abordagens.
Dois suspeitos de 24 anos foram presos, além da apreensão de um adolescente de 17 anos, acusado de ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas. Segundo a Polícia Militar, os militares faziam um patrulhamento especializado quando um dos suspeitos tentou fugir ao avistar a viatura. Ele entrou em uma residência, onde os policiais localizaram grande quantidade de drogas com apoio do cão farejador Blitz, da ROCCA.
Durante a abordagem, outros envolvidos tentaram escapar pulando muros de várias casas, mas foram localizados e contidos. Veja;
Moradores relataram barulhos de tiros, e um vídeo que circula nas redes sociais mostra um dos suspeitos no chão enquanto policiais realizam a prisão. De acordo com informações preliminares, um dos jovens teria sido atingido nas costas.
Apreensões da Operação Lagoinha

- R$ 1.693,00 em dinheiro
- 9 tabletes de maconha
- 21 papelotes de “flor de maconha”
- 8 papelotes de cocaína tipo “escama de peixe”
- 15 pedras de crack
- 5 pinos de haxixe
- 3 smartphones
- 2 rádios comunicadores
Todo o material foi encaminhado para a delegacia, junto com os três envolvidos. A ação teve a participação das equipes da GER, ROCCA, cão Blitz e a 9ª Companhia de Policiamento Especializado, conhecida como “A Muralha do Triângulo”.
Corrupção de menores e associação para o tráfico
Além dos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa, os suspeitos também devem responder por corrupção de menores, já que aliciavam adolescentes para participar da distribuição de drogas no bairro. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil (PC).